Arqueólogo acredita ter descoberto o segredo do alinhamento das pirâmides

Imagem: Ricardo Liberato.

Por Carlos Zahumenszky
Publicado no Gizmodo

Mesmo após milhares de anos, as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos seguem surpreendendo os arqueólogos. Sua construção está cheia de mistérios. Um desses mistérios é como os antigos egípcios conseguiram alinhas as pirâmides com tanta precisão. Um arqueólogo acredita ter respondido a pergunta.

As três pirâmides que cortam a necrópole estão alinhadas com uma precisão quase perfeita com os quatro pontos cardinais. Seus quatro rostos estão de frente para o norte, o sul, o leste e o oeste com um desvio de apenas 0,66 graus. Tendo em conta a tecnologia da época e que a grande pirâmide tem 138,8 metros de um lado, é uma conquista simplesmente incrível.

Como eles fizeram isso? O problema em responder a essa pergunta é que os egípcios não deixaram um manual de instruções. Muitas de suas técnicas de construção eram secretas. Durante décadas, os arqueólogos tentaram decifrar esse mistério com diferentes hipóteses. Chegaram a teorizar que eles usaram a estrela polar ou a sombra projetada pelo Sol para orientar a estrutura, mas nenhuma dessas hipóteses é convincente cem por cento.

O arqueólogo e engenheiro Glen Dash tem uma ideia muito mais simples. A teoria não é nova, mas Dash não só conseguiu apoiá-la com dados, mas implementou-a com êxito. De acordo com esse pesquisador, os egípcios aproveitaram o equinócio de outono.

Na astronomia, os equinócios são duas vezes ao ano em que o Sol está localizado no plano do equador celeste. Quando atinge seu zênite no céu, a interseção com o plano do equador é perfeita, o que torna o momento ideal para fazer medidas se quiser alinhar um edifício.

Para realizar essas medidas, Dash acredita que os egípcios usaram um instrumento conhecido da época, chamado gnomon. Em essência, é uma vara alongada que está presa no chão para medir o trajeto da sombra.

Com ajuda dessa vara, os egípcios foram capazes de marcar diferentes pontos à medida que a sombra se movia no equinócio de outono. O resultado foi um arco perfeito. Então, eles só tiveram que juntar dois pontos com uma corda longa para obter uma linha leste-oeste.

Dash testou a técnica por si mesmo e funciona. Na verdade, também explica o desvio sútil de 0,66 graus no sentido anti-horário. É uma pequena falha derivada precisamente da técnica empregada. Quanto ao modo de encontrar o dia exato do equinócio de outono, o arqueólogo explica que eles só precisam contar 91 dias desde o solstício de verão.

A explicação tem apenas uma desvantagem: embora se ajuste perfeitamente e faça sentido, não há dados históricos que a suporte, como também não há dados históricos que sustentam outras hipóteses. Talvez encontremos algum dia um registro, nunca antes visto, em que os egípcios revelem suas técnicas de construção, mas agora o que podemos fazer é apenas teorizar.

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Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira
Sou fundador da Universo Racionalista | Graduando em Tecnologia em Redes de Computadores pela Universidade de Franca | Especialista em Fundamentals of Computing Network Security ( • Design and Analyze Secure Networked Systems • Basic Cryptography and Programming with Crypto API • Hacking and Patching • Secure Networked System with Firewall and IDS ) pela University of Colorado | Especialização em andamento em Cybersecurity ( • Computer Forensics • Network Security • Cybersecurity Fundamentals • Cybersecurity Risk Management • Cybersecurity Capstone ) pela Rochester Institute of Technology | Certificação em Information Security Specialist ( • InfoSec Foundation • Ethical Hacking Essentials • Computer Forensics Foundation ) pela ITCERTS | Certificação em Information Security Analyst ( • Information Security Policy Foundation • Vulnerability Management Foundation ) pela ITCERTS | Cursei integralmente as disciplinas teóricas em Licenciatura em Filosofia pela Universidade de Franca, mas não realizei o estágio supervisionado para a obtenção do diploma de Ensino Superior | Especialista em Journey of the Universe: A Story for Our Times pela Yale University | Colaborador do Instituto Ética, Racionalidade e Futuro da Humanidade | Colunista da Climatologia Geográfica | Membro da Rede Brasileira de Astrobiologia | Abaixo, segue o endereço do currículo na plataforma Lattes e LinkedIn.