Astrobiologia: não há evidência alguma de vida fora da Terra

Crédito: SETI Institute.

Por Eduardo Quintana
Publicado na Ciencia del Sur

De acordo com o Dr. Jesús Martínez-Frías, pesquisador do Instituto de Geociências da Espanha, não há evidência alguma de vida extraterrestre. O caso excepcional conhecido é o do nosso planeta, o único no Sistema Solar com atividade biológica confirmada. O diretor da Rede Espanhola de Planetologia e Astrobiologia também esteve em Assunção, Paraguai, dias atrás, realizando palestras e workshops sobre astrobiologia e geoética na Universidade Autônoma de Assunção (EAU).

Isso faz parte de uma entrevista mais extensa realizada pela Ciencia del Sur com o pesquisador espanhol durante os dias de sua estadia na capital paraguaia.

De acordo com o astrogeólogo, a astrobiologia procura entender se a vida é uma consequência da evolução no Universo, por isso é importante verificar se é um fator comum, se o que aconteceu na Terra é comum em outra parte do Cosmos, uma vez que existem milhões de galáxias e bilhões de planetas, embora, até o momento, não haja evidência de vida mais além deste planeta.

“Não temos evidência de vida em outra parte do universo. Absolutamente, nenhuma. O único exemplo de vida é a terrestre. Não há evidência mínima nem em um meteorito ou cometa”, disse o especialista.

A importância de Marte

O professor Martínez-Frías salientou que Marte é o planeta para onde podemos ir, mesmo com todas as dificuldades evidentes, desde médicos a engenheiros. “No momento, é o único planeta em nosso Sistema Solar para onde podemos ir. Do ponto de vista astrobiológico, também é muito importante. Não está descartado que tenha vida microbiana, mas isso ainda é algo especulativo”, afirmou o cientista.

Por outro lado, ele explicou que a descoberta de água líquida no planeta vermelho deve ser tratada de maneira mais rigorosa, principalmente pela mídia. “Realmente, não se deve falar em lago e é um erro recorrente. Astrobiologicamente, a descoberta é muito interessante, pois confirma descobertas anteriores sobre a importância dos percloratos”, afirmou o professor.

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