Astrônomos observam uma supernova especial: superluminosa e com uma dupla explosão

Cientistas estudaram o fenômeno usando o Grande Telescópio das Canárias.

Ilustração de uma supernova.Créditos da Imagem: NASA.

Por Eduardo García
Publicado na Scientific American

A DES14X3taz não é uma supernova qualquer. É uma supernova superluminosa. Ela foi observada pela primeira vez em dezembro de 2014, a partir do Observatório de Cerro Tololo, no Chile. Emitia uma luz azulada, muito mais potente do que as outras supernovas – uma evidência apontou de que se tratava de uma superluminosa, um dos fenômenos mais brilhantes do universo.

Ela estava lentamente se apagando, como normalmente ocorre com as supernovas. Mas contra todas as probabilidades, ela acabou explodindo de novo, semanas mais tarde, quando foi observada novamente a partir do Grande Telescópios de Canárias.

Supernovas são gigantescas explosões estelares que, apesar de ocorrer a milhões de anos-luz, podem ser observadas a olho nu a partir da Terra. Entre elas, as superluminosas estão na elite, porque são entre 10 e 100 vezes mais brilhantes e muito mais azuis e bastantes longevas do que uma supernova comum.

Também são extremamente raras. Segundo a literatura científica, apenas 30 desses fenômenos foram estudados desde que foram identificados há uma década; e apenas um punhado dessas supernovas que foram detectadas explodiram duas vezes.

Por isso, a DES14X3taz é especial. Os astrônomos que a estudaram, e que em fevereiro publicaram um estudo na The Astrophysical Journal Letters¹, coletaram uma grande quantidade de dados de dezembro de 2014, quando foi observada pela primeira vez, até o final do mês de setembro de 2015.

A hipótese dos autores é que a enorme energia que alimentou a DES14X3taz vem de magnetares, estrelas de nêutrons altamente magnetizadas e núcleos hipercomprimidos resultantes de estrelas massivas que explodiram.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

  1. SMITH, M. et al. DES14X3taz: A type I superluminous supernova showing a luminous, rapidly cooling initial pre-peak bump. The Astrophysical Journal Letters, v. 818, n. 1, p. L8, 2016. Disponível em: <http://arxiv.org/pdf/1512.06043.pdf> Acessado em: 20 ago. 2016
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