Brasil obtém conquista inédita em olimpíada de astronomia

Crédito da Imagem: IOAA.

O Brasil conquistou, pela primeira vez, uma medalha de prata na 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), realizada de 1º a 10 de agosto, na cidade de Suceava, na Romênia. A delegação brasileira trouxe ainda duas medalhas de bronze e três menções honrosas.

O segundo lugar foi conquistado na competição em equipe, que combina provas teóricas com observação e análise de dados. Neste ano, os estudantes tiveram que resolver um problema de dinâmica orbital. As competições individuais, que renderam as medalhas de bronze e menções honrosas, têm provas práticas e teóricas de Astronomia e Astrofísica.

Para garantir a prata, o grupo teve de calcular, em 90 minutos, a trajetória de dois mísseis que deveriam atingir um asteroide em rota de colisão com a Terra e “salvar” o planeta. Os participantes só puderam utilizar réguas, massa de modelar e barbante na resolução da questão.

Os líderes da equipe foram os astrônomos Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A medalha de ouro da prova por equipe ficou com o Canadá; a de bronze, com a Lituânia.

Nas provas individuais, os estudantes que conquistaram medalhas de bronze foram Allan dos Santos Costa, de Bauru (SP), e Daniel Mitsutani, da capital paulista. Daniel Charles Heringer Gomes, de Mogi das Cruzes (SP), Felipe Vieira Coimbra, de Teresina (PI), e Pedro Guimarães Martins, de Belo Horizonte (MG), ficaram com a menção honrosa.

A edição deste ano reuniu 208 estudantes de 39 países. Os participantes da delegação brasileira tiveram excelente pontuação na prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), passando por outros testes até a seleção final.

CONTINUAR LENDO
FonteAgência Fapesp
Compartilhar
Artigo anteriorPoeira cósmica de fora do Sistema Solar
Próximo artigoEstariam os físicos preparados para desistir da Supersimetria?
Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira
Sou fundador da Universo Racionalista | Graduando em Tecnologia em Redes de Computadores pela Universidade de Franca | Especialista em Fundamentals of Computing Network Security ( • Design and Analyze Secure Networked Systems • Basic Cryptography and Programming with Crypto API • Hacking and Patching • Secure Networked System with Firewall and IDS ) pela University of Colorado | Especialização em andamento em Cybersecurity ( • Computer Forensics • Network Security • Cybersecurity Fundamentals • Cybersecurity Risk Management • Cybersecurity Capstone ) pela Rochester Institute of Technology | Certificação em Information Security Specialist ( • InfoSec Foundation • Ethical Hacking Essentials • Computer Forensics Foundation ) pela ITCERTS | Certificação em Information Security Analyst ( • Information Security Policy Foundation • Vulnerability Management Foundation ) pela ITCERTS | Cursei integralmente as disciplinas teóricas em Licenciatura em Filosofia pela Universidade de Franca, mas não realizei o estágio supervisionado para a obtenção do diploma de Ensino Superior | Especialista em Journey of the Universe: A Story for Our Times pela Yale University | Colaborador do Instituto Ética, Racionalidade e Futuro da Humanidade | Colunista da Climatologia Geográfica | Membro da Rede Brasileira de Astrobiologia | Abaixo, segue o endereço do currículo na plataforma Lattes e LinkedIn.