Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides

Crédito da Imagem: Shutterstock.

Publicado na University of Amsterdam

Mas, afinal, como uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides?

A pergunta afligia egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas, agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo.

Tudo resume-me ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de pessoas colocavam as pedras em grandes “trenós” e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.

Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.

A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros – o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó e reduz pela metade a força necessária para arrastá-lo. Pela metade.

Uma grande pilha de areia se acumula em frente do trenó quando este é puxado para sobre a areia seca (esquerda). Na areia molhada (direita) que isso não aconteça. Crédito: Pesquisa fundamental sobre a matéria (FOM).
Uma grande pilha de areia se acumula em frente ao trenó quando ele é puxado sobre a areia seca (esquerda). Na areia molhada (direita) isso não acontece. Crédito da Imagem: Fundamental Research on Matter.

De acordo com o estudo:

Os físicos colocaram em uma bandeja de areia uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.

Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia. Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme e úmida do deserto, porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.

Uma grande estátua está sendo transportado por trenó. Uma pessoa de pé em frente da prancha molha a areia. Crédito da Imagem: Fundamental Research on Matter.
Uma grande estátua está sendo transportado por trenó. Uma pessoa de pé em frente da prancha molha a areia. Crédito da Imagem: Fundamental Research on Matter.

Essas experiências servem para confirmar o que os egípcios sabiam.

O artigo foi publicado na Physical Review Letters e pode ser consultado aqui.

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Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira
Sou fundador da Universo Racionalista | Graduando em Tecnologia em Redes de Computadores pela Universidade de Franca | Especialista em Fundamentals of Computing Network Security ( • Design and Analyze Secure Networked Systems • Basic Cryptography and Programming with Crypto API • Hacking and Patching • Secure Networked System with Firewall and IDS ) pela University of Colorado | Especialização em andamento em Cybersecurity ( • Computer Forensics • Network Security • Cybersecurity Fundamentals • Cybersecurity Risk Management • Cybersecurity Capstone ) pela Rochester Institute of Technology | Certificação em Information Security Specialist ( • InfoSec Foundation • Ethical Hacking Essentials • Computer Forensics Foundation ) pela ITCERTS | Certificação em Information Security Analyst ( • Information Security Policy Foundation • Vulnerability Management Foundation ) pela ITCERTS | Cursei integralmente as disciplinas teóricas em Licenciatura em Filosofia pela Universidade de Franca, mas não realizei o estágio supervisionado para a obtenção do diploma de Ensino Superior | Especialista em Journey of the Universe: A Story for Our Times pela Yale University | Colaborador do Instituto Ética, Racionalidade e Futuro da Humanidade | Colunista da Climatologia Geográfica | Membro da Rede Brasileira de Astrobiologia | Abaixo, segue o endereço do currículo na plataforma Lattes e LinkedIn.