Cientistas descobrem uma super-Terra na zona habitável de uma estrela anã vermelha

Pesquisadores espanhóis descobriram um exoplaneta do tipo super-Terra no limite inferior da zona habitável de uma estrela anã vermelha. A equipe usou dados do Telescópio Espacial Kepler da NASA e de instrumentos instalados no Gran Telescopio Canarias. O planeta está a uma distância de 244 anos-luz, tem 2,1 vezes o raio da Terra e a temperatura pode chegar a 60°C.

Recriação de um sistema planetário. Créditos: Universidade de Oviedo.

Publicado no Servicio de Información y Noticias Científicas

Uma equipe da Universidade de Oviedo e do Instituto de Astrofísicas das Canárias descobriu e caracterizou um exploneta do tipo super-Terra orbitando no limite interior da zona habitável de uma estrela anã vermelha do tipo M0 (K2-286), de acordo com um comunicado das instituições.

Os pesquisadores usaram dados da campanha 15 do Telescópio Espacial Kepler em sua missão estendida (K2). O satélite foi projetado para descobrir exoplanetas através do método de trânsitos. O estudo também usou os instrumentos OSIRIS e HARPS-N instalados no Gran Telescopio Canarias (GTC) e no Telescopio Nazionale Galileo (TNG), respectivamente, localizados no observatório Roque de los Muchachos em La Palma.

2,1 vezes o raio da Terra

A estrela, localizada na constelação de Libra a uma distância de 76 parsecs (244 anos-luz), tem um raio de 0.62 raios solares e uma temperatura de 3650ºC. O planeta tem 2,1 vezes o raio da Terra, um período orbital de 27.36 dias e uma temperatura média de 60ºC.

Os pesquisadores explicam que o planeta está no limite inteiro da zona habitável, de modo que, sob as condições adequadas, poderia manter água líquida em sua superfície, requisito indispensável para o desenvolvimento da vida como a conhecemos.

O planeta é de especial interesse não apenas por estar localizado na zona habitável de sua estrela, mas por estar entre os mais adequados para a caracterização atmosférica com o futuro Telescópio Espacial James Webb, bem como o monitoramento de sua terra para determinar sua massa com precisão.

Javier de Cos, catedrático da Universidade de Oviedo, afirma que “temos comprovado que a atividade da estrela é moderada em comparação com outras estrelas de características semelhantes, o que aumentam as chances de que o planeta foi habitável”.

CONTINUAR LENDO