Descobertos 2 exoplanetas muito parecidos com a Terra

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Publicado na NASA

Mais uma vez o Telescópio Espacial Kepler faz uma descoberta extremamente promissora.

A Terra é o único planeta com oceano na família do Sol. Agora imagine um sistema planetário com 2 planetas deste tipo. Os astrônomos podem ter descoberto justamente isso. E os dois planetas oceânicos deste sistema são os análogos mais parecidos com a Terra descobertos até agora. A estrela denominada Kepler 62, a aproximadamente mil e duzentos anos-luz de distância da Terra é parecida com o nosso Sol, mas é menor e mais fria. Por isso as órbitas habitáveis onde a água pode existir no estado líquido estão mais próximas da estrela.

Cada um dos dois planetas recém-descobertos pode estar inteiramente coberto por oceanos, de acordo com os modelos teóricos dos astrônomos. Com uma revolução a cada 122 dias terrestres, o planeta Kepler 62e pode ser tropical, úmido e quente, com uma atmosfera com muitas nuvens. Seu tamanho é aproximadament 60% maior do que a Terra. Um pouco mais longe, com uma revolução a cada 267 dias terrestres, o planeta Kepler 62f é aproximadamente 40% maior que a Terra e é certamente mais frio, provavelmente uma bola de gelo, a menos que tenha muito dióxido de carbono em sua amosfera.

Estes dois planetas compartilham sua estrela com mais 3 planetas menos apropriados para a vida, com órbitas muito próximas da estrela e portanto muito quente para a existência de água líquida. Com nenhum continente e sem muitos recursos para o fogo, é difícil imaginarmos como algum habitante inteligente poderia desenvolver uma sociedade tecnológica num mundo totalmente oceânico. Mas imagine por um momento crescer em um planeta onde seria possível observar a luz das cidades de um outro planeta. Certamente isso daria boas razões para construir espaçonaves.

Vejam o vídeo produzido pelo site Space:

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Possui Graduação (Licenciatura e Bacharelado) em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (2001 e 2002), Mestrado em Genetica e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Londrina (2005) e Doutorado em Biofísica pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com 1 ano de Estágio Sanduíche na Open University (Grã-Bretanha). Atuou como professor colaborador na Universidade Estadual de Londrina lecionando disciplinas de bioquímica para cursos de graduação. Atualmente faz Pós-doutorado no NASA Ames Research Center, Moffett Field Califórnia, EUA, na área de microbiologia ambiental sob a supervisão da Professora Lynn Rothschild. Faz parte de sociedades científicas nacionais e internacionais e participa de projetos de pesquisa em colaboração com a Open University (Grã-Bretanha) e Istituto Nazionale di Astrofisica (Italia). Tem experiência na área de microbiologia, engenharia genética e radiobiologia molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: resistência às radiações e astrobiologia.