Esqueleto robótico controlado pelo cérebro permite que paraplégicos recuperem o movimento

Exoesqueleto do neurocientista Miguel Nicolelis.

Por Bret Stetka
Publicado na Scientific American

Pacientes que possuem algum tipo de paralisia devido a uma lesão na medula espinhal podem enfrentar um processo de recuperação triste e cansativo, que ainda não assegura o restabelecimento das funções normais.

Um novo estudo, publicado na semana passada em Scientific Reports¹, pode dar uma nova esperança aos paraplégicos. Usando o que se denomina como a interface entre cérebro-máquina (ICM) – essencialmente, conexões “ciborgues” entre os dispositivos protéticos e o sistema nervoso -, os pesquisadores foram capazes de demonstrar, pela primeira vez, que o processo de aprender a usar um dispositivo controlado por uma ICM pode desencadear uma recuperação neurológica significativa em pacientes com lesões crônicas na medula espinhal.

Embora os pesquisadores esperassem que os seus pacientes chegassem a algum processo de aprendizagem caminhando com o dispositivo – um exoesqueleto controlado por uma ICM desenvolvida para mover suas pernas -, a recuperação da sensibilidade e do movimento foi algo totalmente inesperado.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

  1. DONATI, Ana RC et al. Long-Term Training with a Brain-Machine Interface-Based Gait Protocol Induces Partial Neurological Recovery in Paraplegic Patients. Scientific Reports, v. 6, p. 30383, 2016. Disponível em <http://www.nature.com/articles/srep30383> Acessado em 21 ago. 2016.
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