Estudantes modificam bactéria para a extração de mercúrio das águas

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Estudantes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) modificaram uma bactéria para que fosse capaz de retirar mercúrio da água. Tal projeto foi feito para participar da Competição Internacional de Máquinas Geneticamente Modificadas (iGEM, sigla em inglês).

Segundo a jovem Julie Lima, integrante do projeto, há pelo menos 3000 toneladas de mercúrio na região amazônica. “Grande parte deste [mercúrio] está  acumulado no organismo de seres vivos de toda a cadeia alimentar”. Ela alerta que, em peixes, esse mercúrio é facilmente acumulado. “Nossa região[amazônica] consome cerca de 30kg de peixe/pessoa/ano”.

Não é de hoje que os jovens colhem bons frutos em competições internacionais. Em 2013, ganharam medalha de bronze e o Prêmio Melhor Apresentação na mesma competição com um projeto que transformava óleo de gordura residual em eletricidade utilizando bactérias. Em 2014, foram medalha de ouro ficando a frente de instituições como Harvard.

O projeto

O projeto se chama Hydrargium. Eles modificaram geneticamente a bactéria Escherichia coli para que ela passasse a remover o mercúrio. As bactérias são organismos capazes de viver em locais de extrema poluição. Por conta da pressão do ambiente, esses organismos podem tornar-se muito resistentes, desenvolvendo vários métodos para continuar sobrevivendo.

Após realizar alguns testes, os jovens descobriram que a E. coli pode muito bem se adaptar a ambientes com mercúrio. “Descobrimos que existem bactérias que podem sobreviver em ambientes contaminados [com mercúrio], e decidimos, então, usar nossos conhecimentos em genética para modifica-los e melhorar suas funções naturais e aferir-lhes novas funções, a fim de descontaminar efluentes contaminados e desenvolver a nossa região”.

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Parte dos jovens em laboratório da UFAM

Ajuda

Eles precisam de cerca de R$ 19 mil reais para apresentar o projeto durante o evento, que ocorre em anualmente em Boston, USA. A competição tem previsão para acontecer durante os dias 27 a 31 de outubro. Somente a inscrição do projeto custa US$ 5.000, fora os gastos com deslocamento, estadia e alimentação do grupo, que conta com 10 jovens.

A campanha está na plataforma Kickante, onde você doa por cartão de crédito ou boleto bancário e recebe brindes em casa.

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1 Comentário em "Estudantes modificam bactéria para a extração de mercúrio das águas"

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Thales Henrique Silveira
Visitante

Tô dentro! Boa sorte galera!!!

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