Gigante nuvem de gás invisível mergulha em direção a Via Láctea

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Saxton/Lockman/NRAO/AUI/NSF/Mellinger

Artigo traduzido de ABC.

A chamada Nuvem Smith – medindo 11 mil anos-luz de comprimento e 2500 anos-luz de diâmetro – mergulhará na Via Láctea daqui cerca de 30 milhões de anos, acendendo uma explosão espetacular de formação de estrelas, talvez fornecendo gás suficiente para fazer 2 milhões de sóis.

Embora conheçamos centenas de nuvens de gás ao redor da galáxia, a Nuvem Smith – nomeada depois que o estudante de doutorado em astronomia Gail Smith detectou as ondas de rádio emitidas por seu hidrogênio – é considerada única porque sua trajetória é bem conhecida pelos cientistas.

Novas observações do Hubble sugerem que a nuvem foi lançada de regiões exteriores do disco galáctico a de 70 milhões de anos atrás, inicialmente viajou para longe mas agora está curvando-se em direção à Via Láctea.

Os astrônomos disseram que se a nuvem pudesse ser vista em luz visível, ela se estenderia por todo o céu com a aparência 30 vezes maior do que a Lua cheia.

NASA/ESA/A. Feild (STScI)
NASA/ESA/A. Feild (STScI)

“A nuvem é um exemplo de como a galáxia está mudando com o tempo”, explicou o líder da equipe Andrew Fox, do Space Telescope Science Institute em Baltimore, Maryland.

“Ela está nos dizendo que a Via Láctea é um lugar muito ativo onde o gás pode ser jogado de uma parte do disco e, em seguida, retornar em outra parte”.

“Nossa galáxia está reciclando seu gás através das nuvens, a Nuvem Smith é um exemplo, e irá formar estrelas em diferentes lugares”.

“As medições da Nuvem Smith do Hubble estão nos ajudando a visualizar o quão ativo são os discos galáticos”.

A equipe usou o telescópio para medir a composição química da nuvem para determinar de onde veio e descobriram que ela é rica em enxofre, combinando com o disco externo da Via Láctea.

Os resultados mostraram que a Nuvem Smith se originou a partir de nossa própria galáxia e foi enriquecida por estrelas, em vez de vir do exterior, onde teria sido composta de hidrogênio intocado.

Mas as perguntas ainda permanecem, como o que lançou-a da Via Láctea e como ela permaneceu intacta. A pesquisa da equipe irá aparecer no The Astrophysical Journal Letters.

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