Habitabilidade em diferentes ambientes estelares da Via Láctea: uma abordagem dinâmica de interação estelar

Cada ambiente galáctico é caracterizado por uma densidade estelar e uma velocidade de dispersão. Com essa informação, cientistas fizeram uma simulação de sobrevôo em várias regiões galácticas, numericamente calculando trajetórias estelares, bem como as órbitas de partículas em discos. O objetivo era compreender o efeito do sobrevôo estelar típico nos discos planetários (detritos) da Via Láctea.

No “bairro” solar, foram examinados as estrelas mais próximas com distância conhecida, movimentos próprios e velocidades radiais. Encontraram a ocorrência de um impacto perturbador para o disco planetário solar no próximo 8 Myr ser altamente improvável, e as perturbações na nuvem de Oort também parecem improváveis. O conhecimento atual sobre o espaço na grande fase de estrelas da vizinhança solar, no entanto, é bastante pobre e, portanto, não podemos descartar a existência de uma estrela que tem mais chances de ser aproximar do que aqueles para os quais temos informações completas de cinemática.

Foi estudado o efeito de encontros estelares em órbitas planetárias dentro das zonas habitáveis das estrelas em ambientes estelares mais lotados, como aglomerados estelares. E descobriram que em aglomerados abertos, as zonas habitáveis não são facilmente perturbadas – o que é verdade, se eles desaparecem em menos de 108 anos. Para os grupos mais velhos, os resultados podem não ser os mesmos. Foi estudado especificamente o caso de Messier 67, um dos aglomerados abertos mais antigos conhecidos que mostram o efeito destes ambientes em discos de detritos. Considera-se também as condições em aglomerados globulares, o núcleo galáctico, e o “Galactic bojo-bar”. E foi calculado a probabilidade de existir as nuvens de Oort nesses ambientes galácticos.

Aceito em Astrobiologia. Volume 13, Número 5, 2013: Habitability in Different Milky Way Stellar Environments.

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