Cientistas russos lançam satélite que poderá se tornar muito brilhante no céu

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O foguete russo Soyuz lançou com sucesso um satélite em órbita, no qual se tornará uma das nossas “estrelas” mais brilhantes dentro de alguns dias, podendo dificultar as observações astronômicas.

O satélite Mayak, desenvolvido pela Universidade Estatal de Engenharia Mecânica do Estado de Moscou (MAMU) foi financiado no valor de US$30.000 dólares através de um site de financiamento coletivo russo. No dia 14 de julho, a sonda foi lançada com sucesso no cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão, juntamente com outros 72 satélites.

Mayak se enquadra na categoria dos cubesat’s, um pequeno satélite do tamanho de um pedaço de pão. A uma distância de 600 quilômetros acima da Terra, irá abrir uma vela gigante em forma de pirâmide, projetada para refletir o Sol.  A vela solar abrangerá 16 metros quadrados e será 20 vezes mais fina que o cabelo humano.

A empresa por trás do projeto diz que o objetivo da missão é inspirar as pessoas a observarem e explorarem o céu, além de testar tecnologias para satélites em órbitas.  Usando um aplicativo no telefone, os patrocinadores do projeto poderão rastrear sua localização e descobrir quando o satélite estará visível sobre o céu da cidade.

Foto do lançamento do Cubesat Mayak junto com outros 72 satélites, a bordo da nave russa Soyuz.

O satélite permanecerá em órbita por pelo menos um mês, embora esteja em uma altitude tão alta, existe uma possibilidade do cubesat ficar por muitos meses se a órbita não se alterar, conforme planejado.

Segundo cálculos, a empresa diz que o satélite produzirá um brilho com uma magnitude de -3 à -10, perdendo apenas para o Sol e a Lua, tornando-se o quarto objeto mais brilhante no céu noturno após Vênus.

Existe vários pesquisadores que se manifestaram sobre o brilho que o satélite poderá ocasionar no céu, podendo atrapalhar observações noturnas com telescópios e diversas pesquisas importantes no ramo da Astronomia. Michael Wood-Vasey, da Universidade de Pittsburgh, disse que o cubesat Mayak provavelmente não será um problema para os astrônomos”.

O cubesat também testará técnicas de fretamento em órbita, podendo assim ser utilizado para desviar satélites velhos e minimizar a ocorrência de lixo espacial no espaço.

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FonteI Fucking Love Science
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Cristian Reis Westphal
Sou gaúcho, natural de Gravataí, estudante de Engenharia Química no Centro Universitário La Salle. Sou fundador do Projeto Ciência e Astronomia, tem o intuito de compartilhar informações e atualidades das diversas áreas da ciência e astronomia para todos aqueles apaixonados pelo assunto, bem como divulgar e incentivar o interesse e estudos destas áreas no Brasil. Conheci a Ciência quando criança através da Série Cosmos, apresentada pelo astrônomo Carl Sagan. Meu principal objetivo é divulgar e popularizar a Ciência de todas as formas, com uma linguagem acessível para assim, conseguirmos atrair o público de todas as idades para o Mundo da Ciência, aprendendo a olhar o mundo de uma forma diferente.Palestrante Camspus Party, TEDx e ganhador do Concurso #MeetESO, promovido pelos telescópios do Chile.