Manuscrito raro de Isaac Newton descoberto em uma biblioteca de Córsega

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Crédito: Andrew Dunn.

Traduzido por Julio Batista
Original da Agence France-Presse para o Phys.org

Uma cópia da primeira edição do livro inovador de Isaac Newton, que expõe suas três leis do movimento – que mais tarde se tornaria a base da física moderna – foi encontrada em uma biblioteca na ilha francesa de Córsega.

Vannina Schirinsky-Schikhmatoff, diretora de conservação da biblioteca de patrimônio público do Musée Fesch em Ajaccio, Córsega, disse que descobriu a cópia da obra do século XVII enquanto estudava um índice do fundador da biblioteca, Luciano Bonaparte – um dos irmãos de Napoleão.

“Encontrei o Santo Graal na sala principal, escondido nas prateleiras superiores”, disse ela à Agence France-Presse nesta semana.

“A capa está um pouco danificada, mas por dentro está em excelente condições – esta é a pedra angular da matemática moderna”, disse ela.

O texto latino, “Philosophiae Naturalis Principia Mathematica” (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural), foi publicado pela primeira vez por Newton em 1687.

Vannina Schirinsky-Schikhmatoff encontrou uma edição original dos “Princípios Matemáticos da Filosofia Natural” de Newton em uma biblioteca em Ajaccio, Córsega. Crédito: Agence France-Presse.

De acordo com a lenda, o renomado físico foi inspirado ao ver uma maçã cair de uma árvore em seu jardim em Grantham, Inglaterra, o que desencadeou suas elaborações das leis clássicas da gravidade, movimento e óptica.

As traduções para o inglês foram publicadas mais tarde, mas as edições originais continuam sendo valorizadas pelos colecionadores.

“Uma edição latina foi vendida por US$ 3,7 milhões em um leilão realizado pela empresa de arte Christie’s há alguns anos, e é a da biblioteca do Ajaccio”, disse Schirinsky-Schikhmatoff, referindo-se a uma venda em dezembro de 2016 em Nova York por um comprador não divulgado.

Não é a primeira descoberta rara na biblioteca Fesch desde que uma revisão aprofundada de suas propriedades começou há alguns anos.

Em 2018, Schirinsky-Schikhmatoff apresentou um “Thesaurum Hyeroglyphicorum”, que é um estudo de hieróglifos egípcios datado de 1610 – cerca de 200 anos antes de Jean-François Champollion, da França, decifrar partes da Pedra de Roseta.

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