Médico responsável pelo primeiro transplante de cabeça nega que existam dilemas éticos

Imagem: El Nacional.

Publicado no El Nacional

O cirurgião chinês Ren Xiaoping, que junto ao seu colega italiano Sergio Canavero está se preparando para praticar na China o primeiro transplante de cabeça no mundo, rejeitou na terça-feira que a intervenção levanta problemas éticos, argumentando que eles “são médicos, e não filósofos”.

“Esse transplante levantará debates na mídia, mas o que queremos é desenvolver o modelo de operação para contribuir com que essa nova tecnologia avance”, afirmou o cirurgião em Harbin, uma cidade no nordeste da China, onde a operação está sendo preparada.

Na semana passada, Canavero também antecipou que esse primeiro transplante ocorrerá na China em decorrência das dúvidas que sua prática pode acarretar no solo americano ou europeu.  No entanto, Ren ressaltou que ainda não há uma data exata para seu início.

Com a inovação desse trabalho, o médico chinês, da Universidade Médica de Harbin, confirmou que tem praticado esse tipo de operação, que ele prefere chamar de “experimento”, com animais e cadáveres humanos, sendo o mais recente um realizado na semana passada, em uma intervenção que durou 18 horas.

Ele também comentou que, antes da intervenção definitiva, eles publicarão os resultados de suas pesquisas anteriores na revista Surgical Neurology International para levantar o debate com a comunidade científica.

Isso antes das múltiplas dúvidas expressas pela academia sobre a viabilidade desse tipo de transplante, não apenas nas questões éticas, mas também para o risco envolvido, já que há poucos testes em animais para provar isso em seres humanos.

Ren afirmou que “a ciência não tem medo da controvérsia” e observou que “devemos ir à realidade com o objetivo de promover o desenvolvimento científico e promover o bem-estar dos seres humanos”.

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Graduando em Tecnologia em Redes de Computadores (2018) pela Universidade de Franca (UNIFRAN); quase-graduado em Licenciatura em Filosofia (2014-2017) pela mesma universidade, faltando apenas o Estágio Supervisionado no Ensino Médio para obtenção do título de graduado; especialista no programa Journey of the Universe: A Story for Our Times (2017-2018) pela Yale University (YU); especializando no programa Fundamentals of Computer - Network Security (2018) pela University of Colorado (UC); fundador da Organização Universo Racionalista (UR); colaborador do Instituto Ética, Racionalidade e Futuro da Humanidade (IERFH); membro-estudante da Rede Brasileira de Astrobiologia (RBA). Tem interesse nas áreas de Astronomia, Astrobiologia, Biologia Evolutiva, Física, Filosofia Científica, Ethical Hacking, História da Ciência, Microbiologia, Neurociência, Pentest, Psicobiologia, Segurança da Informação e Sociologia da Ciência. Abaixo, segue o endereço do currículo na plataforma Lattes.

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2 Comentários em "Médico responsável pelo primeiro transplante de cabeça nega que existam dilemas éticos"

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Roelf Cruz Rizzolo
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Douglas, na realidade é transplante de corpo, ou ainda mais técnico, anastomose cefalossomatica.

Louis C. Morelli
Visitante
Penso ser uma questão de relevância existencial. Porque e’ imperativo a existencia de carniceiros, torturadores, assassinos para que os vivos eliminem suas dores e horrores na busca de um estado melhor de existência? Certamente este medico tem torturado e matado animais como cães, etc., e oxalá não o tenha feito com prisioneiros humanos, quem sabe? Assista-se aquele filme do cirurgião que “inventou” o transplante do coração, quando cães foram torturados. Mas não existe outra alternativa para corrigir defeitos em nossas estruturas que nos tem torturado. Precisamos nos conscientizar que esta biosfera terrestre e’ produto do caos, ela iniciou no estado… Read more »