Nova espécie de saurópode descoberta na Argentina

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Paleoarte retratando a possível aparência do Leinkupal laticauda. Ilustração por: Jorge A. Gonzalez

Novas espécies de dinossauros são descobertas o tempo todo, e nesta semana a paleontologia recebeu um novo titã! Seu nome, Leinkupal laticauda, um dinossauro diplodocoidea (pertencente a família dos saurópodes) que viveu durante o período Cretáceo (entre 146 e 100 milhões de anos atrás) na Patagônia argentina.

Os restos fósseis foram encontrados na cidade de Bajada Colorada, na província de Neuquén. Os fósseis tratavam-se de oito vértebras que pertenciam a um diplodocoidea, cujo comprimento é estimado em torno de 9 a 10 metros de comprimento.

Vértebras caudais do Leinkupal laticauda. Créditos pela imagem: Gallina PA et al.

Até então acreditava-se que os diplodocoides habitassem apenas a América do Norte, e que haviam sido extintos durante o final do período Jurássico (146 milhões de anos atrás), mas esta nova descoberta mudou totalmente este pensamento. O Leinkupal laticauda é o primeiro diplodocoidea encontrado na América do Sul!

“Esta descoberta representa o primeiro diplodócido achado na América do Sul, o que nos mostra que estavam mais distribuídos do que se pensava, e representa também a sobrevivência deste grupo dentro do Cretáceo”, explicou Pablo Gallina, paleontólogo do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET).

O nome Leinkupal deriva-se do idioma mapuche “família que desaparece” e laticauda deriva-se do latim que significa “cauda larga”. Os cientistas acreditam que ele provavelmente utilizava sua cauda rígida como “arma” para se defender dos predadores, assim como seus primos faziam no período Jurássico.

Os diplodocoideas pertencem à família dos saurópodes, dinossauros herbívoros com pescoço longo, porém com uma característica mais especial: uma cauda longa com um final semelhante ao de um chicote. A nova espécie também poderá informar os cientistas sobre a distribuição dos continentes naquela época. Leinkupal laticauda, bem vindo à paleontologia!

FONTE: Sci-news – confira aqui. Revista Galileu – confira aqui.

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