O maior diamante rosa em 300 anos acaba de ser descoberto

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O Lulo Rose pesa 170 quilates. (Créditos: Lucapa Diamond Corp)

Traduzido por Julio Batista
Original de Brandon Spektor para a Live Science

Mineiros na Angola descobriram um enorme diamante rosa que pode ser a maior pedra preciosa do gênero encontrada nos últimos 300 anos.

Estima-se que o diamante rosa pese 170 quilates, tornando-o apenas um pouquinho menor que o diamante Daria-i-Noor de 182 quilates – o maior diamante rosa do mundo, que hoje faz parte das Joias da Coroa Persa.

O novo diamante foi apelidado de “Lulo Rose”, em homenagem à mina Lulo, no nordeste de Angola, onde foi encontrado, de acordo com um comunicado da Lucapa Diamond Company, proprietária do Lulo e de outra mina de diamantes em Angola.

Desde 2015, o projeto da mineração da Lulo descobriu 27 diamantes com peso superior a 100 quilates, incluindo o maior diamante encontrado em Angola: a “Pedra 4 de Fevereiro”, de 404 quilates, que foi vendida por 16 milhões de dólares em 2016.

O Lulo Rose, o quinto maior diamante encontrado no Lulo, deverá ser vendido por um preço ainda mais alto.

Os diamantes rosa são relativamente raros, e os cientistas ainda não têm certeza sobre o fenômeno que dá a essas pedras sua tonalidade rosada.

Em 1999, mineiros na África do Sul descobriram um diamante rosa bruto de 132 quilates que mais tarde foi chamado de The Pink Star. Por quase dois anos, especialistas lentamente lapidaram e moeram a rocha em uma joia de 59 quilates e, em 2013, The Pink Star foi vendida por cerca de US$ 83 milhões em leilão, tornando-se a pedra preciosa mais cara já vendida.

O Lulo Rose também terá que ser lapidado de sua forma bruta, o que pode resultar em uma queda de peso até a metade, de acordo com o comunicado. Mas mesmo que o Lulu Rose seja reduzido para 85 quilates, a pedra rosa vívida parece preparada para estabelecer um novo recorde de vendas próprio.

Os humanos coletam e negociam diamantes desde 2500 a.C., informou a Live Science anteriormente. Por milênios, sua aparência deslumbrante e extrema raridade os tornaram um símbolo de status que apenas os mais ricos do mundo podiam pagar.

Os diamantes se formam nas profundezas do subsolo – normalmente 160 quilômetros ou mais abaixo da superfície da Terra – quando os depósitos de carbono são expostos ao calor e às temperaturas extremas do interior da Terra. Alguns diamantes podem brotar na superfície durante erupções vulcânicas, mas hoje a maioria é encontrada através de esforços de mineração em todo o mundo.

Aproximadamente 90 milhões de quilates de diamantes brutos são extraídos para a venda de joias todos os anos, gerando mais de US$ 300 bilhões em receita em todo o mundo; no entanto, as condições para a mineração de diamantes são muitas vezes perigosas, e a indústria tem sido associada ao deslocamento de povos indígenas, exploração de trabalhadores, poluição e abusos dos direitos humanos, de acordo com um relatório divulgado em 2018 pela organização sem fins lucrativos Human Rights Watch.