A Terra está sofrendo um bombardeio inusitadamente alto de antimatéria

Representação artística da radiação cósmica. Créditos: Aspera.

Por Carlos Zahumenszky
Publicado no Gizmodo

Nosso planeta está constantemente sendo bombardeado por partículas subatômicas provenientes das profundezas do espaço. Nos últimos meses, nosso planeta recebeu uma precipitação anormalmente alta de um tipo especial de partícula – e não sabemos de onde ela vem.

Essas partículas são os pósitrons. Elas são a antipartícula de um elétron e uma das muitas partículas que compõem o que conhecemos como antimatéria.

Os pósitrons são comumente usados na medicina nuclear e podem ser criados pulsos a laser, mas não sabemos o que os gera no cosmos. Sabemos apenas que eles fazem parte dos raios cósmicos ou radiação cósmica.

Em 2008, uma sonda chamada PAMELA, cujo objetivo era precisamente medir a radiação cósmica a partir de sua posição em órbita, descobriu que recebemos muito mais pósitrons do que o normal. A principal hipótese era de que essas partículas procedem de pulsares, estrelas de nêutrons ou anãs brancas que emite um poderoso feixe de radiação eletromagnética em uma direção.

A ideia é de que esse feixe é tão enérgico que, ao atingir as nuvens de poeira e gás, funciona como um autêntico colisor de hádrons natural, gerando todos os tipos de novas partículas subatômicas, como os pósitrons.

Animação de um pulsar. Créditos: Wikimedia Commons.

A descoberta recente de um casal de pulsares, localizado a poucas centenas de anos-luz de distância, foi a oportunidade perfeita para testar essa teoria. Uma equipe de astrofísicos analisou a emissão de pósitrons dos pulsares através do Observatório Cherenkov, de alta altitude, no México. As análises permitiram confirmar que os pulsares, efetivamente, aumentavam o fluxo de pósitrons que passa pela Terra. A figura, no entanto, é de várias ordens de magnitude inferior ao bombardeio atual de partículas.

Há algo mais emitindo pósitrons, e não sabemos do que se trata. Há uma hipótese que garante que esse fluxo se deve ao decaimento de grandes massas de antimatéria, mas é uma ideia completamente teórica, porque, na verdade, nunca conseguimos observar grandes acumulações de partículas de antimatéria.

Arqueólogos descobrem um castelo de 3.000 anos submerso no maior lago da Turquia

Créditos: National Geographic.

Por Carlos Zahumenszky
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Os habitantes locais têm contado histórias há séculos de que existe “algo” escondido nas profundezas do lago Van, na Turquia. De fato, o lugar tem até o seu próprio monstro lendário. Uma equipe de arqueólogos descobriu que as lendas podem ter seu fundo de verdade.

Os mergulhadores da Universidade Van Yüzüncü Yil encontraram algo, mas não um monstro, mas apenas as ruínas de um enorme castelo construído em algum momento entre os séculos IX e VI AEC.

Créditos: National Geographic.

As ruínas têm de um quilômetro até uma profundidade de várias centenas de metros. A alcalinidade da água tem servido para conservar as paredes em condições invejáveis, com partes que medem até quatro metros de altura no fundo do lago. No entanto, não há dados até o momento sobre o quão alto são. Parte da estrutura está enterrada na lama e os pesquisadores acreditam que pode ser uma construção ainda maior.

O castelo pertence à misteriosa civilização dos Urartu, conhecida também como o Reino de Van. Há 3.000 anos, o nível da água no lago Van era muito menor e os Urartu estavam estabelecidos na região, construindo cidades com palácios e templos inspirados na arquitetura assíria.

Os restos de alguns desses edifícios têm aparecidos ao longo dos anos nas margens do lago. Entre eles, há uma magnífica fortaleza com uma inscrição esculpida por ordem do rei Darius, pai de Xerxes, o Grande. A descoberta do castelo submerso confirma que a região teve uma grande importância no passado. Talvez seja até mesmo uma das capitais perdidas do império Urartu.

Por que os astronautas das missões Apollo caíam bastante na Lua?

Por Carlos Zahumenszky
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Um dos aspectos menos conhecidos das missões Apollo é que os astronautas que pisaram na Lua perdiam o equilíbrio e caíam com uma frequência alarmante. Durante as missões Apollo 15 e 16, as quedas eram constantes. Na missão Apollo 17, o astronauta Jack Schmitt acabou tropeçando em ‘câmera lenta’, para o deleite da Internet anos mais tarde.

Para a Internet, as quedas dos astronautas são uma fonte inesgotável de memes e comentários jocosos, mas a ciência precisava de uma resposta – uma resposta que acabou chegando da Alemanha.

Para descobrir a causa das quedas, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Londres submeteu 10 voluntários (cinco homens e cinco mulheres) a um teste peculiar: resolver testes visuais em uma centrífuga. O teste foi realizado na Short Arm Centrifuge Facility (SAHC), que a Agência Espacial Europeia tem em Colônia, Alemanha.

O estudo consistia em que os voluntários respondessem a diferentes questões sobre a percepção espacial, enquanto a centrífuga simulava diferentes níveis de gravidade no organismo. O estudo demonstrou que os humanos precisam de pelo menos 15% da gravidade da Terra para poder perceber corretamente onde está acima e onde está abaixo.

A Lua tem apenas 17% da gravidade da Terra. É uma margem pequena que explica por que os astronautas às vezes eram incapazes de manter o equilíbrio apesar das referências visuais de cima e de baixo. É um problema maior do que parece, porque os astronautas sob a superfície lunar não só tinham o risco de cair ainda mais, mas também poderiam operar erroneamente os controles nesse tipo de ambiente gravitacional.

É uma péssima notícia para uma eventual base lunar, mas uma boa para Marte. O planeta vermelho tem gravidade suficiente para evitar que futuros colonos mordam constantemente a poeira marciana.

Por que você deve instalar hoje o Firefox Quantum?

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Créditos: Mozilla.

Por David Nield
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Em seus nove anos de história, a velocidade e a simplicidade do Google Chrome nos convenceu a trocar de navegador. Com um design mais moderno e um mecanismo melhorado, o Firefox espera recuperar parte de seus usuários.

Mozilla lançou hoje a versão mais recente de seu navegador, que possui o nome elegante de Quantum (ou Firefox 57) e promete uma velocidade de navegação duas vezes mais rápido enquanto usa muito menos memória do que o Google Chrome. Testamos uma versão beta do Quantum por alguns dias, então selecionamos algumas das principais melhorias que merecem destaque.

1. É mais rápido

Mozilla diz que o navegador é duas vezes mais rápido do que as versões anteriores.

Você pode sentir que o Firefox Quantum é mais rápido: as páginas geralmente carregam em um piscar de olhos, mesmo quando você possuir várias abas abertas e estiver executando aplicações interativas, como mapas e e-mail. Seja no tempo de carregamento de uma página da Web, ou na resposta do navegador quando você digita uma URL na barra de endereços, a velocidade aumenta de modo evidente.

Isso é graças a um novo mecanismo de renderização conhecido como Quantum, que substitui o mecanismo Gecko no qual estavam nas versões anteriores do Firefox. Está otimizado para funcionar melhor em hardware mais moderno e, pela primeira vez, permite que o Firefox aproveite múltiplos núcleos para dividir as tarefas de processamento.

2. É mais claro

O novo design do Firefox Quantum é mais claro.

Além das melhorias de desempenho, o design do Firefox também foi atualizado com o Quantum: é mais limpo e mais moderno do que o habitual Firefox ao qual estávamos acostumados.

Finalmente, parece um navegador de 2017. As caixas e os ícones ficaram claros e as bordas da interface suavizadas. O tema padrão oferece um bom contraste entre a guia ativa e as outras que estão abertas, enquanto contrasta com o próprio navegador.

A página de preferências também melhorou, embora pareça que a maioria das melhorias já estavam presentes nas versões anteriores do Firefox. As configurações são apresentadas de forma clara, bem espaçada e mínima, e as páginas de extensões e temas seguem o mesmo estilo.

Não há muito o que se pode fazer para mudar a aparência de um navegador, basicamente é uma janela para a Web, mas o Quantum acrescenta simplicidade.

3. É mais limpo

O Quantum tem bordas discretas para mostrar totalmente a Web.

Já mencionamos as melhorias visuais introduzidas no Quantum, mas toda a experiência do navegador foi simplificada e isso merece uma menção. Você pode combinar, por exemplo, a barra de endereços e a caixa de busca.

Na parte superior da interface do navegador, um novo botão de Biblioteca reúne seus Favoritos, Histórico, Downloads e outros componentes-chave para facilitar o acesso. Em geral, a interface não fica entupida.

Mesmo quando há muitas coisas em jogo, como a escolha dos motores de busca quando você começa a digitar as palavras-chave na barra de endereços, o Firefox Quantum consegue manter a mesma estética mínima e intuitiva.

Outro toque genial é a forma como os botões e os menus ficam ainda maiores se você estiver usando eles em um PC com touchscreen.

4. Vem com alguns extras

Há uma ferramenta para a captura de tela.

Existem inúmeras pequenas adições no Firefox Quantum, mas, de longe, a mais legal é uma nova ferramenta de captura de tela disponível diretamente na barra de endereços. É útil se você precisa fazer cortes de determinadas páginas. A ferramenta oferece a opção de recortar fragmentos que você não quer que apareça do site, caso não queira capturar a página inteira.

5. Consome muito menos RAM

O Quantum consome 30% a menos de memória RAM do que o Chrome.

O Firefox Quantum consome 30% a menos de memória RAM do que o Chrome, o que pode fazer a diferença é quando você abre dezenas de guias em um PC, cujo limite é precisamente a RAM disponível.

Enquanto o Google Chrome abre um guia de processo até desacelerar drasticamente seu computador, o Quantum cria quatro grandes processos com todos os conteúdos, reutilizando os recursos para não aumentar a carga.