Por que você deve instalar hoje o Firefox Quantum?

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Créditos: Mozilla.

Por David Nield
Publicado no Gizmodo

Em seus nove anos de história, a velocidade e a simplicidade do Google Chrome nos convenceu a trocar de navegador. Com um design mais moderno e um mecanismo melhorado, o Firefox espera recuperar parte de seus usuários.

Mozilla lançou hoje a versão mais recente de seu navegador, que possui o nome elegante de Quantum (ou Firefox 57) e promete uma velocidade de navegação duas vezes mais rápido enquanto usa muito menos memória do que o Google Chrome. Testamos uma versão beta do Quantum por alguns dias, então selecionamos algumas das principais melhorias que merecem destaque.

1. É mais rápido

Mozilla diz que o navegador é duas vezes mais rápido do que as versões anteriores.

Você pode sentir que o Firefox Quantum é mais rápido: as páginas geralmente carregam em um piscar de olhos, mesmo quando você possuir várias abas abertas e estiver executando aplicações interativas, como mapas e e-mail. Seja no tempo de carregamento de uma página da Web, ou na resposta do navegador quando você digita uma URL na barra de endereços, a velocidade aumenta de modo evidente.

Isso é graças a um novo mecanismo de renderização conhecido como Quantum, que substitui o mecanismo Gecko no qual estavam nas versões anteriores do Firefox. Está otimizado para funcionar melhor em hardware mais moderno e, pela primeira vez, permite que o Firefox aproveite múltiplos núcleos para dividir as tarefas de processamento.

2. É mais claro

O novo design do Firefox Quantum é mais claro.

Além das melhorias de desempenho, o design do Firefox também foi atualizado com o Quantum: é mais limpo e mais moderno do que o habitual Firefox ao qual estávamos acostumados.

Finalmente, parece um navegador de 2017. As caixas e os ícones ficaram claros e as bordas da interface suavizadas. O tema padrão oferece um bom contraste entre a guia ativa e as outras que estão abertas, enquanto contrasta com o próprio navegador.

A página de preferências também melhorou, embora pareça que a maioria das melhorias já estavam presentes nas versões anteriores do Firefox. As configurações são apresentadas de forma clara, bem espaçada e mínima, e as páginas de extensões e temas seguem o mesmo estilo.

Não há muito o que se pode fazer para mudar a aparência de um navegador, basicamente é uma janela para a Web, mas o Quantum acrescenta simplicidade.

3. É mais limpo

O Quantum tem bordas discretas para mostrar totalmente a Web.

Já mencionamos as melhorias visuais introduzidas no Quantum, mas toda a experiência do navegador foi simplificada e isso merece uma menção. Você pode combinar, por exemplo, a barra de endereços e a caixa de busca.

Na parte superior da interface do navegador, um novo botão de Biblioteca reúne seus Favoritos, Histórico, Downloads e outros componentes-chave para facilitar o acesso. Em geral, a interface não fica entupida.

Mesmo quando há muitas coisas em jogo, como a escolha dos motores de busca quando você começa a digitar as palavras-chave na barra de endereços, o Firefox Quantum consegue manter a mesma estética mínima e intuitiva.

Outro toque genial é a forma como os botões e os menus ficam ainda maiores se você estiver usando eles em um PC com touchscreen.

4. Vem com alguns extras

Há uma ferramenta para a captura de tela.

Existem inúmeras pequenas adições no Firefox Quantum, mas, de longe, a mais legal é uma nova ferramenta de captura de tela disponível diretamente na barra de endereços. É útil se você precisa fazer cortes de determinadas páginas. A ferramenta oferece a opção de recortar fragmentos que você não quer que apareça do site, caso não queira capturar a página inteira.

5. Consome muito menos RAM

O Quantum consome 30% a menos de memória RAM do que o Chrome.

O Firefox Quantum consome 30% a menos de memória RAM do que o Chrome, o que pode fazer a diferença é quando você abre dezenas de guias em um PC, cujo limite é precisamente a RAM disponível.

Enquanto o Google Chrome abre um guia de processo até desacelerar drasticamente seu computador, o Quantum cria quatro grandes processos com todos os conteúdos, reutilizando os recursos para não aumentar a carga.

Cientistas identificam substância química no cérebro que suprime maus pensamentos

Créditos: Oleg Golovnev.

Por Jody Serrano
Publicado no Gizmodo

Você já teve um pensamento negativo que você não conseguiu tirar da cabeça? Você não é o único. Isso acontece com pessoas saudáveis e também com quem sofre de problemas mentais mais graves, como a ansiedade, o estresse pós-traumático, a depressão, entre outros. É possível que os cientistas descubram a chave para detê-los?

Pesquisadores da Universidade de Cambridge e da Universidade de Utah identificaram uma substância química na região do hipocampo do cérebro – que está associado com a memória – que ajuda as pessoas a bloquear pensamentos negativos de sua mente. A substância, na realidade, é o neurotransmissor GABA, que é o inibidor principal do cérebro. Quando uma célula nervosa libera GABA, ela suprime as atividades das outras células com as quais está conectada.

Em sua pesquisa, que foi publicada na revista científica Nature Communications deste mês, os cientistas realizaram um experimento com 25 homens entre 19 e 36 anos. Eles pediram aos participantes para estudar pares de palavras não relacionadas e, então, aprender a associá-las. Por exemplo, um par poderia incluir as palavras “praia” e “África”.

Logo, os pesquisadores ensinaram aos participantes uma palavra do par e um sinal vermelho ou verde. Quando observavam a palavra junto com o sinal verde, significava que tinham que recordar a outra palavra. Por outro lado, se eles observavam o sinal vermelho, tinham que evitar pensar na outra palavra.

Durante o experimento, os cientistas analisaram os cérebros dos participantes usando o procedimento de ressonância magnética funcional (que detecta mudanças no fluxo de sanguíneo) e a espectroscopia por ressonância magnética (que mude as mudanças químicas).

Eles descobriram que as pessoas que tiveram a maior concentração de GABA eram mais bem sucedidas no bloqueio de pensamentos indesejados. De acordo com os pesquisadores, o que deixa o estudo em destaque é a sua especificidade. Antes só era possível identificar a parte do cérebro que afetava a memória, mas agora eles podem comentar sobre o neurotransmissor envolvido no processo.

Os pesquisadores declaram que a capacidade de controlas nossos pensamentos é “fundamental para nosso bem-estar”. Eles pensam que sua descoberta pode ajudar a comunidade científica a obter um conhecimento mais profundo de doenças que fazem com que as pessoas perderam o controle de seus pensamentos.

O professor Michael Anderson da Universidade de Cambridge, que foi um dos pesquisadores do estudo, diz que os humanos começam a ter problemas quando esse controle está comprometido.

“Quando essa capacidade está enfraquecida, ela causa alguns dos sintomas mais debilitantes das doenças psiquiátricas”, disse Anderson. “Isso inclui memórias intrusivas, imagens, alucinações, lamentações e preocupações patológicas e persistentes”.

Referências

Reconstruído digitalmente rosto de mulher condenada por bruxaria há 300 anos

Créditos: Universidade de Dundee.

Por Carlos Zahumenszky
Publicado no Gizmodo

Lilias Adie foi arrastada diante de um tribunal em 1704, acusada de bruxaria. Foi uma das poucas que escapou da fogueira, mas apenas porque ela morreu na prisão antes que seus juízes executassem a sentença. 300 anos depois, a ciência forense nos permite olhar o rosto dessa ‘bruxa’.

Adie é provavelmente o único caso de uma mulher acusada de bruxaria cujos restos vieram até nós. O resto queimou na fogueira, tornando impossível sua identificação ou reconstrução forense. Isso não fez com que seu caso fosse menos horrível. Ela foi torturada até confessar que tinha feito sexo com o próprio diabo, três anos antes, em um palheiro. Ela também reconheceu ser bruxa e, provavelmente, teria reconhecido qualquer outra coisa que seus torturadores quisessem.

Antes que eles pudessem queimá-la, Lilias Adie morreu em sua cela. A causa da morte não é clara, mas a suspeita é de que ela tenha cometido suicídio. Seus restos foram enterrados fora dos muros de Torryburn, sua cidade natal, na Escócia, sob uma enorme laje para impedir que o diabo ressuscitasse seu cadáver.

Quase um século depois, seus restos foram exumados e vendidos para a Universidade de Dundee, onde foram documentados por fotografias e medidos antes de desaparecer novamente. Essas imagens serviram a artista forense Christopher Rynn para construir o rosto de Lilias Adie para um programa especial da BBC. Se a expressão pacífica da mulher o surpreende, Rynn tem uma boa explicação sobre isso:

Não há nada na história de Lilias que sugere que era outra coisa senão vítima de circunstâncias horríveis, então não vi necessidade de ajustar sua expressão para convertê-la em algo inquietante ou ameaçadora. A expressão tranquila e amável surgiu naturalmente.”

Cientistas provam que é matematicamente impossível parar o envelhecimento

Créditos: Pixabay.

Por Carlos Zahumenszky
Publicado no Gizmodo

Se você é um dos que esperava que a ciência finalmente conseguiria parar o envelhecimento, temos más notícias. Dois pesquisadores da Universidade do Arizona desenvolveram um modelo que demonstra que o envelhecimento celular é inevitável do ponto de vista da matemática.

“O envelhecimento é matematicamente inevitável”, explica a bióloga evolutiva Joanna Masel. “Não há nenhuma saída, nem lógica, teoria ou matemática”.

Masel e seu colega, Paul Nelson, explicam que o problema a nível celular é que não é possível parar o envelhecimento sem certamente cair em uma opção muito indesejável: o câncer.

O envelhecimento ocorre porque as células perdem suas funções pouco a pouco. Os melanócitos deixam de produzir pigmento e o cabelo fica cinza. Os fibroblastos deixam de produzir colágeno com tanta abundância e a pele perde a elasticidade, criando rugas. Em teoria, a ciência deveria ser capaz de reparar esses processos modificando o DNA de modo que as células continuem a operar como se fossem indefinidamente jovens. Em outras palavras, fazer com que todas as células funcionem como se estivessem saudáveis. No entanto, isso leva inevitavelmente a um segundo problema: concorrência e multiplicação celular descontrolada.

Masel e Nelson asseguram ter demonstrado que, a longo prazo, a própria concorrência celular em organismos multicelulares faz com que, se determos a formação de células não funcionais, acabem sofrendo mutação por competitividade, dando espaço para o surgimento do câncer.

Deter a formação dessa doença implica em aceitar que existem células que perdem suas funções. Não há como ter ambas. Temos a esperança de que, como outras vezes que a matemática tinha declarado algo impossível, chegue a um ponto em que alguém mostre que eles simplesmente não fizeram os cálculos adequados.

Referências