Cientista encontrou a prova de que Deus existe?

A comunidade teísta festejou ao ler em blogs e portais – em especial, àqueles que promovem a religião e a pseudociência – que um cientista, especializado em mecânica quântica, comprovou a existência de Deus.

No entanto, existem três problemas com a notícia em questão: o primeiro é que não existe nenhum estudo científico, revisado por pares, que apresente evidências para a existência de Deus; o segundo problema é a fonte utilizada, que é uma entrevista e não um estudo, publicada na Scientific American, com o físico Michio Kaku; o terceiro problema é o fato de que o cientista, agora aposentado, não faz nenhuma afirmação sobre a existência de Deus.

O que Michio Kaku afirma em sua entrevista, que não tem relação alguma com a existência de Deus, é uma hipótese, que não é bem defendida pela comunidade científica, que assume a existência de um quantum foam (ou espuma quântica) com wormholes (buracos de minhoca) que poderiam estar conectados com o passado.

Hipótese

Na primeira parte da entrevista, temos a seguinte afirmação:

“We would get the wormhole by grabbing it from the vacuum, because they’re everywhere. We think that at very small distances, 10-³³ centimeters, spacetime becomes foamy. The dominant structures at those quantum distances are probably wormholes, little bubbles, universes that pop into existence and then pop right back out of existence.”

Entretanto, como afirma o físico Daniel Vieira Lopes, que é Ph.D. em Teoria de Cordas:

“Esse ‘foam’ do espaço-tempo, não é todo mundo que considera isso. E mesmo assim, é algo que só se comenta, não dá nem para fazer contas com isso direito. A única abordagem matemática razoavelmente consistente (isto é, que dá para fazer alguma coisa) que eu conheço é Loop Quantum Gravity. O grande problema da entrevista inteira é ele assumir que existe esse Quantum Foam com wormholes e ainda fala como se fosse consenso: “we think”. Não, ele e outros poucos “think” isso. Só especificando: Loop Quantum Gravity tem um “foam” (que, se não me engano, é um “spin foam”), mas acho que eles passam longe de achar que existem wormholes que se conectam ao passado, ou qualquer coisa assim, ou seja, é só um número muito pequeno mesmo de físicos que leva a sério esse tipo de hipótese. Eu chutaria que o número dê para contar nos dedos da mão.”

A Série Sagan – The Sagan Series

The Sagan Series é uma coleção de vídeos de tributo dedicados ao falecido doutor Carl Sagan. Com uma cinematografia de tirar o fôlego e uma trilha sonora hipnotizante emprestando um cenário poderoso para a narração de Sagan, de sua série de TV de sucesso, Cosmos: Uma Viagem Pessoal.

Série Completa – Legendada em HD

Bônus – The Pale Blue Dot

Nós seremos extintos?

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Dificilmente paramos para nos perguntar qual será o futuro da humanidade; talvez porque seja uma pergunta bem difícil de responder. Mas se pararmos para pensar, todas as espécies que conhecemos estão sujeitas à extinção (inclusive nós, humanos). A diferença é que achamos – por fruto de nosso antropocentrismo – que isso nunca vai nos acontecer. Os fósseis não mentem: várias extinções já aconteceram na história de nosso planeta e talvez a mais famosa seja a que extinguiu os dinossauros. Observe a imagem abaixo:

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Essas rochas são chamadas de estromatólitos, são basicamente rochas fósseis sintetizadas a partir de atividade microbiana durante o período Arqueano. O que essas rochas podem nos ensinar sobre a extinção? Elas são a evidência mais antiga da vida como a conhecemos, datando de 3,5 bilhões de anos atrás. Naquela época, as colônias microbianas se adaptaram muito bem ao ambiente, viviam, até então, sem nenhum problema. Por algum motivo, provavelmente alguma mudança drástica no meio, esses micróbios que dominavam a Terra no passado foram extintos, restando-nos apenas seus fósseis para que pudéssemos estudar. Imagine, por um momento, que os micro-organismos que formaram os estromatólitos tivessem alguma espécie de consciência; a chance de que eles nunca se preocupassem com a própria extinção seria alta. O mesmo acontece com nós, somos a espécie dominante no planeta Terra. Antes de nós, os dinossauros que dominavam a Terra também não imaginariam que um meteoro pudesse extinguir quase toda a sua espécie.

Pense por outro lado: a extinção também pode significar, em termos, o surgimento da vida! Enquanto os dinossauros dominavam a Terra, nossos ancestrais mais próximos (que não passavam de roedores) não obtinham o mesmo sucesso no ambiente. Foi graças à extinção global que os nossos antigos roedores puderam se desenvolver e evoluir, até chegar ao que nós somos hoje.

E mesmo que não sejamos aniquilados por ameaças externas, sofremos pelas ameaças internas. As pessoas que viveram durante o período da Guerra Fria podem muito bem relatar a incerteza do futuro da humanidade em meio aos conflitos. A ameaça de uma guerra nuclear deixava bem clara a possibilidade de nós mesmos acabarmos com nossa própria civilização.

 

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E se sobrevivermos a isso tudo? Quem sabe, digamos, uns 5 bilhões de anos? Teríamos sobrevivido o suficiente para ver nossa estrela-hospedeira, o Sol, se tornar uma gigante vermelha e aumentar de tamanho até engolir a órbita da Terra, evaporar seus oceanos e acabar com sua atmosfera. Sendo otimistas, poderíamos já ter descoberto como viajar e se hospedar em outros sistemas solares. Então sempre que um sistema solar apresentasse problemas, facilmente nos deslocaríamos até outro. Até quando isso seria possível?

A resposta é: até o fim do Universo. 

Parece meio ilógico que um universo infinito possa ter um final, não? Mas é o que vai acontecer. Continuaremos nos expandindo, distanciaremos de tudo e então começaremos a desacelerar nossa expansão. As trocas de calor cessarão, e são elas que basicamente movem tudo que conhecemos. Com um final frio e escuro, a humanidade não teria mais chance alguma de sobrevivência.

Somos frágeis, embora não percebamos isso devido à nossa capacidade de nos adaptarmos ao ambiente muito bem. No entanto, nada impede que um evento catastrófico acabe nos eliminando da Terra. Se tal evento não ocorrer, estaremos destinados a nos acabar junto com o universo em seu final frio e escuro. Ainda assim, com toda nossa fragilidade, continuamos a criar um mundo em que corremos mais risco de nos extinguirmos do que garantir nossa sobrevivência.

Não entendeu? Assista o vídeo!

Para finalizar, uma citação de Carl Sagan, que resume muito bem a ideia do post:

A extinção é regra, sobrevivência é uma exceção.

Afinal, podemos morrer por overdose de maconha?

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Antes de responder esta pergunta, vamos retomar o que é essa planta, que já teve grandes simpatizantes como Carl Sagan, Morgan Freeman, entre outros.

O que é a maconha?

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A maconha é as flores secas, folhas e caules da planta Cannabis sativa.

Entretanto, a substância psicoativa da maconha, é encontrada nas flores das plantas fêmeas.

O delta-9-tetrahidrocanabinol também conhecido como THC é a substancia mais conhecida e também mais associada com os efeitos psicoativos da Cannabis sativa.

A maconha comum varia sua concentração de THC de 1% a 8%. O haxixe pode ter sua concentração de THC de 7% a 14% óleo de haxixe é de até 60% de THC.

Então, podemos ou não morrer por overdose de maconha?

A reposta é sim, mas calma, é virtualmente impossível de se chegar a este resultado. Testes realizados com cobaias (ratos, macacos, cachorros) onde foram administrados 1,000 mg de THC por quilo não foi apresentado overdose. Isso seria o equivalente a um homem adulto com o peso médio de 70kg consumir 70g de THC. Isso equivale a mais de 5000 vezes o necessário para a intoxicação (entenda-se ficar chapado.) Já o álcool, tem uma equivalência 10:1 ou seja, é de longe mais letal do que o THC.

Há outros testes realizados com uma proporção 3000:1 ou seja, 3 gramas pra cada quilo. Ainda sim, sem mortes relatadas.

É importante lembrar que os testes foram feitos com o THC em si, considerando que a maconha comum tem cerca de 1% de THC teríamos que fumar uma grande quantidade (muitos quilos) em pouco tempo. É bem mais provável que a pessoa morra antes da overdose por intoxicação causada pelo monóxido de carbono por exemplo.

Nos últimos 5000 anos a quantidade de morte relatadas em decorrência da maconha (THC) foram de 0. Isto mesmo 0 mortes.

Conclusão

Pode-se continuar fumando maconha sem medo de overdose, é mais provável ter overdose por Paracetamol ou ácido acetilsalicílico medicamentos comuns do nosso dia-a-dia. Porém é importante lembrar que como toda droga maconha apresenta alguns efeitos colaterais.

As conclusões sobre o consumo ficam a critério leitor.

O autor não faz apologia a drogas ilícitas e a opinião do autor nem o texto não reflete a opinião da equipe Universo Racionalista.