Robô supereficiente inspirado em águas-vivas pode se tornar um restaurador de recifes de coral

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(Créditos: Universidade de Southampton/YouTube)

Publicado na ScienceAlert

Um robô inspirado na forma e nos delicados movimentos subaquáticos de uma água-viva, permitindo-lhe explorar com segurança recifes de coral ameaçados, foi revelado por cientistas britânicos na quarta-feira.

De acordo com pesquisas realizadas por equipes das universidades de Southampton e Edimburgo e publicadas na revista Science Robotics, o pequeno robô imita “o nadador mais eficiente da natureza – a água-viva Aurelia aurita“, mais comumente chamada de medusa-da-lua.

Os especialistas decidiram explorar os aspectos de organismos como lulas, águas-vivas e polvos para uma nova ferramenta na exploração subaquática, disse Francesco Giorgio-Serchi, da Universidade de Edimburgo.

“Eles são únicos no sentido de que sua falta de estrutura esquelética de suporte não os impede de fazer proezas notáveis ​​na natação”, disse ele.

 

O robô, que constitui de uma cabeça de borracha e oito tentáculos, foi criado por uma impressora 3D e usa pequenos mas poderosos jatos de água para se propelir com base em um sistema de ressonância.

O robô é o “primeiro submersível a demonstrar os benefícios do uso da ressonância”, disseram os pesquisadores.

Seu sistema de autopropulsão se concentra em um pistão que atinge a junção da cabeça e os tentáculos.

Quando o pistão atinge a frequência ideal – aquela que dispara a ressonância natural dos componentes – o robô é capaz de gerar grandes jatos de água com pouquíssima energia.

Por causa dessa tecnologia, a água-viva robô pode se propelir de uma forma que é “dez a 50 vezes mais eficiente do que os pequenos veículos subaquáticos típicos movidos a hélices”.

“Esta maior eficiência, combinada com os benefícios adicionais do exterior leve e flexível do robô, o tornaria ideal para operar perto de ambientes sensíveis, como recifes de coral, sítios arqueológicos ou mesmo em águas lotadas de nadadores”, disse o comunicado.

Por causa dessas qualidades, o robô pode substituir mergulhadores em tarefas muito delicadas para veículos subaquáticos, como a aplicação de substâncias restauradoras em corais danificados.

Embora a nova tecnologia tenha sido testada em tanques, ela ainda não foi usada em condições reais no oceano.

A Universidade de Southampton quer usar o conceito para montar “um veículo subaquático totalmente manobrável e autônomo, capaz de detectar e navegar em seu ambiente”.