6 mitos e verdades sobre a Medicina Nuclear

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Imagem: www.nbi.ku.dk

Ainda pouco conhecida, a medicina nuclear (MN) utiliza quantidades mínimas de substâncias radioativas (radiofármacos) como ferramenta para visualizar o funcionamento dos órgãos e tecidos vivos em pleno funcionamento. Dessa forma a especialidade pode realizar imagens, diagnósticos e até ser usada como opção de tratamento para doenças crônicas e até oncológicas.

A diretora do serviço especializado da MND Campinas, Elba Etchebehere, explica que entre os principais avanços desse tipo de medicina estão exames como a cintilografia do miocárdio e óssea, além da densitometria. “A MN é capaz de diagnosticar diversas doenças, que incluem embolia pulmonar, infecções agudas e infarto do miocárdio, câncer, obstruções renais, demências e outras”, conta.

Por mais que não seja nova, ainda existem muitos mitos acerca da especialidade, que é visto com receio por parte da população. Para mudar esse cenário, a médica fala sobre os seis principais mitos da especialidade:

– A radioatividade dos procedimentos da MN é perigosa para o organismo

Mito. De maneira alguma. As quantidades de radiação utilizadas tanto para diagnósticos tanto para terapias em medicina nuclear são muito pequenas e utilizam substâncias que são rapidamente eliminadas pelo corpo (meia-vida muito curta).

– A radioatividade dos radiofármacos tem a ver com os acidentes nucleares de Chernobyl e Fukushima

Mito. No caso de acidentes como esses há a liberação de enormes quantidades de radiação sem controle. Essas sim podem ter efeitos nocivos no organismo. Quando pequenas quantidades são utilizadas de maneira controlada, como na MN, não há dano.

– Alguém que se trata com radiofármacos pode ficar radioativo

Mito. Além da baixa radioatividade presente nestes medicamentos, os radiofármacos não são indicados para serem utilizado com frequência. Esse tipo de tratamento, de maneira geral, é feito em dose única ou com poucas doses, diferente de medicamentos habituais em que é feito uso contínuo.

– O médico é quem toma a decisão de inserir a medicina nuclear como terapêutica ou diagnóstico

Verdade. Essa decisão é tomada sobretudo levando em consideração os procedimentos minimamente invasivos, capazes de preservar a saúde do paciente e evitar intervenções desnecessárias.

– Os radiofármacos podem ser utilizados com outros medicamentos

Verdade. Dependendo do tratamento, os radiofármacos são usados muitas vezes em concomitância com outros tratamentos (terapia alvo).

A medicina nuclear é utilizada sobretudo no campo do diagnóstico

Verdade. Pode-se dizer que é a capacidade de diagnósticos funcionais um dos principais pontos da especialidade. A tecnologia empregada permite a visualização de tecidos e órgãos em pleno funcionamento. Dentre os exames disponíveis estão análises do funcionamento do coração, cérebro, tireoide, rins, fígado e pulmões, além da avaliação de doenças nos ossos e o diagnóstico de tumores nos principais órgãos do corpo.

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