A vez em que Albert Einstein disse a Marie Curie para ignorar os haters

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Crédito: NobelPrize.Org

Por Joe Hanson
Publicado na It’s Okay to be Smart

Graças a imensa coleção da Universidade de Princeton dos escritos científicos e pessoais de Einstein, espreitamos um momento pessoal entre dois dos maiores cientistas da história. Depois de Curie ser recusada pela Academia Francesa de Ciências, em 1911, e se envolver em um escândalo (falso) de tabloide envolvendo um relacionamento romântico da viúva Curie com Paul Langevin, Einstein enviou-lhe esta nota encorajadora.

Aqui está a carta completa traduzida, onde ele diz para ela deixar a besteira para os répteis. Bom conselho ainda para os dias de hoje!

Eu recomendo passar um tempo vasculhando os documentos de Einstein, é um olhar único para uma mente única. Mas não diga que eu não avisei. Você pode se perceber dentro de uma dilatação temporal e não fazer qualquer outra coisa pelo resto do dia…

Praga, 23 de Novembro de 1911

Muito estimada Sra Curie,

Não ria de mim por escrever-lhe sem ter nada sensato a dizer. Mas eu estou tão enfurecido pelo modo como o público está atualmente ousando se preocupar com você que eu absolutamente preciso dar vazão a esse sentimento. No entanto, estou convencido de que você sempre despreza essa ralé, mesmo se ela esbanja respeito por você ou se ela tenta saciar seu desejo de sensacionalismo! Eu sou obrigado a lhe dizer o quanto eu admiro o seu intelecto e sua honestidade, e que considero-me sortudo por ter lhe conhecido pessoalmente em Bruxelas. Qualquer pessoa que não esteja entre estes répteis está certamente contente, agora como antes, por termos tais personagens entre nós como você, e Langevin também, pessoas reais com quem sentimos privilégio por estar em contato. Se a ralé continuar a ocupar-se com você, então simplesmente não leia essas besteiras, deixe-as para os répteis para quem elas foram fabricadas.
Com os mais amigáveis cumprimentos a você, Langevin e Perrin, atenciosamente,

A. Einstein

P.S. Eu determinei a lei estatística de movimento da molécula diatômica no campo de radiação Planck por meio de um ditado popular cômico, naturalmente sob a restrição de que o movimento da estrutura segue as leis da mecânica clássica. A minha esperança de que esta lei seja válida, na realidade, é muito pequena, apesar de tudo.

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