Arqueólogos descobrem mais de 50 novas linhas de Nazca escondidas no Peru

Imagem: Luis Jaime Castillo.

Por Carlos Zahumenszky
Publicado na Gizmodo

Arqueólogos do Ministério da Cultura e da Pontifícia Universidade do Peru acabaram de encontrar mais de 50 novos desenhos na região que são significativamente mais antigos do que os conhecidos até agora.

Como é possível que mais de 50 novos geoglifos tenham passado despercebidos até agora? A razão é a mesma que manteve ocultas muitas linhas de Nazca até a chegada da era da aviação. A maioria é invisível do solo.

A antiga cultura de Nazca desenhou essas figuras retirando cuidadosamente as rochas avermelhadas do solo do deserto para expor o terreno mais claro abaixo delas. Como eles chegaram a desenhá-las sem poder vê-las do ar ainda é um mistério.

O fato é que depois que um protesto do Greenpeace danificou parcialmente uma dessas linhas ao pisoteá-las, o Governo do Peru encarregou os arqueólogos Johnny Isla y Luis Jaime Castillo de buscar e preservar mais geoglifos no deserto entre as cidades de Nazca e Palpa.

Para o trabalho, os dois pesquisadores concordaram com sua colega norte-americana Sarah Parcak, da iniciativa National Geographic GlobalXplores, e lançaram um programa coletivo de estudos. Centenas de pesquisadores de todo o mundo analisaram fotos de satélites da área em busca de possíveis indicações de geoglifos. Os candidatos mais promissores foram examinados no local pelo próprio Castillo e sua equipe.

O programa produziu resultados espetaculares. Não só apareceram 50 novos desenhos, mas descobriram que eles são cerca de 100 anos mais velhos que a cultura Nazca, o que prova que o costume de desenhar esses monumentos é mais antigo do que se pensava anteriormente. Os novos geoglifos podem pertencer a cultura Paracas, famosa por desenhar figuras humanas em vez dos figuras geométricas e animais dos Nazca. A maioria dessas novas figuras são guerreiros.

Os novos glifos nem sequer estão registrados como parte do patrimônio da UNESCO, mas, felizmente, não estão em perigo. De fato, sua descoberta permitirá mantê-los longe de projetos urbanísticos ou estradas.

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