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Compostos promissores para tratamento da COVID-19

A principal protease da SARS-CoV-2 (Mpro) está emergindo como um alvo terapêutico promissor. Essa proteína não estrutural do coronavírus é responsável pelo processamento da poliproteína traduzida a partir do RNA viral. Foi confirmado que a replicação viral é inibida pelo inibidor da Mpro no SARS-CoV.

O estudo publicado na Scientific Reports, conduzido por cientistas da Transborder Medical Research Center, Japão, analisou interações importantes para possíveis medicamentos anticoronavírus se ligarem à Mpro por modelagem de farmacóforo e simulações de MD.

De modo mais específico, os resíduos da Mpro: His41, Gly143, Ser144, Cys145, Glu166 e Gln189 foram conservados, os recursos observados nos inibidores do SARS-CoV Mpro estavam localizados em posições semelhantes no SARS-CoV-2 Mpro. Portanto, esses recursos têm o potencial de inibir o SARS-CoV-2 Mpro.

Embora esses resultados tenham sido obtidos a partir de inibidores do tipo peptídeo, a formação dessas interações permite o desenho e a pesquisa de compostos não peptídicos. Os recursos de farmacóforos importantes para a ligação ao SARS-CoV-2 Mpro podem ajudar a desenvolver novos medicamentos anticoronavírus eficazes.

Referência

Vitor Engrácia Valenti

Vitor Engrácia Valenti

Graduado em Fisioterapia pela UNESP/Marília. Doutorado em Ciências pela UNIFESP com Sandwich na University of Utah. Pós-Doutor em Fisiopatologia pela USP e Livre-Docente pela UNESP/Marília. É Prof. Adjunto de Fisiologia e Morfofisiopatologia na UNESP/Marília. Membro do corpo editorial da Scientific Reports, da Frontiers in Physiology, da Frontiers in Neuroscience e da Frontiers in Neurology. Coordenador do Centro de Estudos do Sistema Nervoso Autônomo. Contato: vitor.valenti@unesp.br