Corte de 42,27% em investimentos inviabiliza desenvolvimento nacional, alertam entidades científicas e acadêmicas

Investimento no Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em declínio desde 2013.

Publicado na Sociedade Brasileira de Física

Os cortes drásticos no Orçamento Federal, anunciados pelo Ministério da Economia na última sexta-feira, 29 de março, podem levar à deterioração de grande parte da capacidade do país para a pesquisa científica e a inovação tecnológica, caso não sejam corrigidos a tempo.

O alerta faz parte de uma carta assinada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e por mais quatro entidades científicas e acadêmicas nacionais, encaminhada nesta segunda-feira, 1º de abril, aos dirigentes de ministérios e do Congresso Nacional.

A SBF apoia e endossa o documento. “O contingenciamento de 42,27% nas despesas de investimento do MCTIC inviabiliza o desenvolvimento científico e tecnológico do país”, afirma a carta disponível na íntegra aqui.

“Internacionalmente, é conhecido que o valor total gerado pela pesquisa pública é entre 3 a 8 vezes o valor do investimento. Temos, no Brasil, vários exemplos desse retorno”, afirma o documento. “Cortar gastos não é a única maneira de reduzir a relação entre dívida pública e PIB. Outros países já descobriram que existe uma alternativa: investir em pesquisa e desenvolvimento para aumentar o PIB”.

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