Distanciamento social pode ter evitado cerca de 13.000 mortes por COVID-19 no Brasil

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Crédito: Getty Images.

O distanciamento social é a medida preventiva com evidências científicas mais fortes contra a COVID-19. Entidades científicas, como a Organização Mundial da Saúde, Nature, Science, New England Journal of Medicine e The Lancet têm reforçado a importância do distanciamento social na contenção da doença.

Nesse sentido, uma pesquisa conduzida por pesquisadores da UNESP, Campus de Marília e Araraquara, Oxford Brookes University, Londres, e UNCISAL, AL, aplicou modelos matemáticos com base no avanço da COVID-19 no Brasil para projetar cenários otimistas, realistas e pessimistas acerca dos óbitos relacionados à COVID-19.

O distanciamento social foi avaliado por meio dos Relatórios de Mobilidade da Comunidade COVID-19 do Google, que disponibiliza relatórios de mobilidade da comunidade baseados em gráficos com tendências e inclinações ao longo do tempo por região.

O modelo otimista foi calculado no período com mobilidade entre 40-60%. O modelo realista foi calculado de acordo com medidas de distanciamento social relaxado (<40%) e o modelo pessimista foi calculado com base na ausência de medidas preventivas, em que o número de óbito notificados diários dobra a cada três a cinco dias.

Até o dia 1 de junho de 2020, foram notificadas 30.079 óbitos associados à COVID-19, ao passo foram estimadas 23.755 para a projeção otimista e 46.809 para a projeção pessimista. Considerando a estimativa projetada na pesquisa, é observado que cerca de 13.000 vidas podem ter sido salvas com distanciamento social.

Diante do contexto atual, o grupo de pesquisa estima que até o dia 9 de junho, o país alcance um valor entre 35.000 e 45.000 óbitos associados à COVID-19 notificados. Em vista disso, os achados do estudo indicam relevantes evidências de que o distanciamento social evitou um número considerável de mortes associadas à COVID-19.

Referência

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