Engenheiro desenvolve método para separar doenças do sangue com ímãs

Engenheiro britânico desenvolve um método que teoricamente separa patógenos, venenos, vírus e bactérias do sangue utilizando ímãs e partículas magnéticas.

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Créditos: NeedPix / Victor Tangermann.

Por Kristin Houser
Publicado na Futurism

Um engenheiro britânico encontrou um método de filtrar células indesejadas do sangue utilizando ímãs – e esta ferramenta poderia ser utilizada em testes clínicos a partir do próximo ano.

Graças à pesquisa existente, o bioquímico George Frodsham soube que era possível forçar nanopartículas à se juntarem à células específicas do corpo. Porém, enquanto outros pesquisadores utilizavam essa técnica para tornar estas células visíveis em imagens, Frodsham se questionou se poderia utilizar o método para remover células indesejadas do sangue.

“Quando alguém tem um tumor você o remove”, contou ele ao The Telegraph. “Câncer de sangue é um tumor no sangue, então por que não fazer o mesmo?”

Então, segundo esse raciocínio, ele criou o MediSieve, um tratamento tecnológico que funciona de modo similar à diálise: remove o sangue do paciente e o mistura à nanopartículas magnéticas criadas para se unirem à partículas de uma doença específica. Então, é utilizado um ímã para remover as partículas magnéticas com as células adoecidas antes de permitir que o sangue filtrado volte para o paciente.

A ideia é que médicos passem o sangue de uma pessoa pela máquina várias vezes até que os níveis da doença no sangue estejam baixos o suficiente para que ela seja combatida por medicamentos ou até então pelo próprio sistema imune do paciente.

A equipe de Frodsham está atualmente esperando pela aprovação da Agência Reguladora de produtos médicos do Reino Unido para testar o sistema em pacientes infectados com o parasita da malária, que é naturalmente magnético graças ao seu consumo de dejetos com ferro na composição.

O teste humano poderá acontecer em 2020, e se tudo correr bem, um segundo teste será conduzido com a bactéria causadora de sepse, em 2021.

“Em teoria, este método pode funcionar com quase tudo”, Frodsham disse ao The Telegraph. “Venenos, patógenos, vírus, bactérias; tudo que pudermos ligar às partículas magnéticas, poderemos remover. Então é uma ferramenta  potencial muito poderosa”.

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