Há risco de contaminação generalizada no ambiente com pacientes da COVID-19?

Crédito: iStock.

Publicado na University of Nebraska Medical Center

Cientistas da UNMC e da Nebraska Medicine falaram no domingo sobre um estudo recentemente publicado, descrevendo padrões de transmissão na COVID-19. O estudo forneceu evidências adicionais de contaminação ambiental por SARS-CoV-2 em áreas de atendimento a pacientes com COVID-19, encontrando níveis de material genético da contaminação por vírus COVID-19 em superfícies comumente usadas, no ar das salas de pacientes com o COVID-19 e nos corredores fora dos quartos.

“Estamos sendo muito cuidadosos no atendimento de pacientes com COVID-19 ou pacientes com suspeita da COVID-19, e o estudo não muda muito nas precauções que as pessoas devem tomar”, disse Mark Rupp, chefe da Divisão de Doenças Infecciosas da UNMC.

O Dr. Rupp disse que havia contaminação generalizada no ambiente de atendimento ao paciente e que as evidências do material genético do vírus poderiam ser recuperadas em algumas amostras de ar, confirmando a importância de desinfetar o ambiente de atendimento ao paciente, acrescentando ainda que a transmissão da COVID-19 parece ser muito parecido com a influenza e não como doenças transmitidas pelo ar, como catapora ou sarampo. Ele acrescentou que o vírus influenza, às vezes, também pode ser encontrado no ar dnos quartos dos pacientes, particularmente associado aos procedimentos de geração de aerossóis – como intubação ou broncoscopia.

“Não parece se espalhar como os vírus clássicos, que são transmitidos pelo ar”, disse ele. “Neste momento, não temos evidências de que a COVID-19 se espalha dessa forma. Portanto, precisamos continuar enfatizando os métodos de transmissão conhecidos e as formas de combater essa transmissão. Estamos cuidando de pacientes confirmados ou suspeitos de terem a COVID-19 com precauções especiais e, recentemente, introduzimos o uso universal de máscaras para todos os profissionais nas áreas de atendimento ao paciente”.

John Lowe, Ph.D., coautor do estudo e vice-chanceler do Treinamento e Educação Interprofissional em Segurança na Saúde, disse que o estudo foi realizado para investigar como o vírus se espalha para proteger os profissionais de saúde.

“Não fomos surpreendidos por nenhum dos resultados que encontramos”, disse ele. “Confirmamos a presença do material genético do vírus em todo o ambiente, no que chamamos de superfícies de alto toque ou superfícies de interesse – banheiros, celulares, itens pessoais, bancadas e maçanetas.

“Também identificamos um número de amostras que detectaram os genes do vírus no ar, o que confirmou para nós o valor em priorizar a proteção respiratória quando possível e priorizar ambientes de pressão negativa para fornecer atendimento direto aos pacientes”.

“Nossa equipe já estava tomando precauções com os pacientes iniciais com os quais cuidamos”, disse James Lawler, coautor do estudo, especialista em doenças infecciosas e diretor do Centro Global de Segurança na Saúde da UNMC. “Esse estudo reforça nossas suspeitas. É por isso que mantivemos pacientes com COVID-19 em salas bem equipadas e continuaremos a envidar esforços para manter essa prática – mesmo com um aumento no número de pacientes. Nossos profissionais de saúde que prestam atendimento serão equipados com nível apropriado de equipamento de proteção individual. Obviamente, são necessárias mais pesquisas para poder caracterizar completamente o risco ambiental”.

“Estudos como esses são necessários para entender as precauções adequadas para os profissionais de saúde, socorristas e outros que cuidam dos doentes e são necessários para combater essa pandemia”, disse Joshua Santarpia, Ph.D., coautor do estudo. professor de patologia e microbiologia na UNMC e diretor de pesquisa para combater armas de destruição em massa no Instituto Nacional de Pesquisa Estratégica. “Esse trabalho em andamento continuará a melhorar nossa compreensão da transmissão de SARS-CoV-2 e ajudará a identificar maneiras de melhorar a segurança no atendimento de pacientes com essa doença”.

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