Inteligência Artificial está aprendendo a ler sua mente – e a mostrar o que se observa

Créditos: Science.

Por Matthew Hutson
Publicado na Science

A Inteligência Artificial tem nos levado cada vez mais perto das máquinas de leitura da mente da ficção científica. Desta vez, os pesquisadores desenvolveram algoritmos de deep learning – basicamente modelados sobre o cérebro humano – para decifrar, você sabe, o cérebro humano.

Primeiro, eles construíram um modelo de como o cérebro codifica a informação. Depois colocaram três mulheres para assistir centenas de vídeos curtos, enquanto uma máquina funcional MRI media sinais de atividade no córtex visual e em outros lugares. Um tipo popular de rede neural artificial foi usado para o processamento de imagens, que aprendeu a associar imagens de vídeo com a atividade cerebral. Quando as mulheres assistiam a clipes adicionais, a atividade prevista do algoritmo correlacionava com a atividade atual em uma dúzia de regiões cerebrais. Isso também ajudou os cientistas a visualizar quais características cada área do córtex estava processando.

Outra rede decodificou sinais neurais: com base na atividade cerebral de um participante, puderam prever, com cerca de 50 por cento de precisão, o que ele estava assistindo (selecionando uma das 15 categorias, que incluíam pássaros, aviões e exercícios). Se a rede tivesse sido treinada em dados do cérebro de uma mulher diferente, ela ainda poderia classificar a imagem com cerca de 25 por cento de precisão, relataram os pesquisadores neste mês na Cerebral Cortex.

A rede também pode reconstruir parcialmente o que um participante viu, transformando a atividade cerebral em pixels, embora as imagens resultantes tenham sido pouco mais do que bolhas brancas. Os pesquisadores esperam que seu trabalho conduza à reconstrução de imagens mentais, que usa alguns dos mesmos circuitos cerebrais como processamento visual.

Traduzir da imagem mental para bits pode permitir que as pessoas expressem pensamentos ou sonhos vívidos para computadores ou para outras pessoas sem utilizar palavras ou cliques de mouse, e pode ajudar aqueles que não conseguem realizar outra forma de comunicação.

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