Leguminosas melhoram a saúde do coração, de acordo com nova revisão sistemática

Nova pesquisa diz que feijão é bom para o coração.

Créditos: 123RF / Peangdao.

Por Laura Anderson
Publicado na EurekAlert

Consumir feijão, lentilha, ervilha e outras leguminosas reduz o risco de doença cardiovascular, doença coronariana e pressão arterial elevada, de acordo com uma revisão sistemática publicada na Advances in Nutrition.

Os pesquisadores revisaram estudos de coorte prospectivos que avaliaram o consumo de leguminosas sobre o risco de doenças cardiometabólicas e marcadores relacionados. A pesquisa constatou que aqueles que consumiram mais leguminosas reduziram as taxas de incidência de doenças cardiovasculares, doenças coronárias e hipertensão em até 10% quando comparados àqueles com menor consumo.

“A doença cardiovascular é a principal causa de morte no mundo – e a mais cara -, custando aos EUA quase 1 bilhão de dólares por dia”, diz a coautora da pesquisa, Hana Kahleova, MD, PhD, diretora de pesquisa clínica do Comitê de Médicos para Medicina Responsável. “Essa pesquisa mostra que um alimento barato, acessível e comum em despensa pode ajudar a mudar isso: feijão”.

Feijões e outras leguminosas beneficiam a saúde cardiovascular porque são ricos em fibras, proteínas vegetais e outros micronutrientes, mas com baixo teor de gordura, livre de colesterol e baixo índice glicêmico, de acordo com os autores da pesquisa.

As Diretrizes Dietéticas para Americanos dizem que os americanos não estão comendo leguminosas suficientes e recomendam comer cerca de três xícaras por semana. O americano médio consome menos de uma xícara por semana.

“Em média, os americanos comem menos de uma porção de leguminosas por dia”, acrescenta Kahleova. “Acrescentar simplesmente mais feijão aos nossos pratos pode ser uma ferramenta poderosa no combate a doenças cardíacas e na redução da pressão arterial”.

A doença cardiovascular é a principal causa de morte nos EUA, responsável por aproximadamente 1 em cada 4 mortes. Cerca de 1 em cada 3 adultos americanos sofrem de hipertensão.

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