No futuro, todos teremos DSTs – assim como aconteceu no passado

0
504

Por Kristin Houser
Publicado na Futurism

Sem motivos para comemorar

Quebrar um recorde é ótimo quando é algo como “homem mais velho a subir no Monte Everest” (Yuichiro Miura) ou “Maior número de pessoas vestidas como smurfs” (2.510). Quer um recorde chato de se quebrar? Maior número de casos de doenças sexualmente transmissíveis em um único ano.

Infelizmente esse é o recorde que os EUA quebraram em 2017 baseado em números preliminares compartilhados pelo Center for Disease Control (CDC) durante a Conferência Nacional Para Prevenção de DSTs na última Terça-Feira.

A direção errada

De acordo com o CDC, os EUA tiveram quase 2.3 milhões de pessoas diagnosticadas com sífilis, gonorréia ou clamídia em 2017. Clamídia foi a maior culpada, com 1.7 milhões de novos casos, e cerca de 45% dos que contraíram as doenças eram mulheres entre 15 e 24 anos.

E não parece que o número recorde foi só acaso. A taxa de DSTs nos EUA tem crescido há alguns anos, com cada um dos últimos 4 anos resultando em aumentos “íngremes e sustentados”, de acordo com o CDC. Em 2016, foram cerca de 20 mil casos a menos que 2017, e em 2013, o número era 600.000 a menos que os de 2017.

Menos dinheiro, mais DSTs

E há uma razão bem simples para esses aumentos, de acordo com David C. Harvey, diretor executivo da Coalizão Nacional de Diretores de DST (NCSD), uma organização de saúde pública representando indivíduos e grupos trabalhando para prevenir o aumento de DSTs.

“Não é coincidência que DSTs estão estourando – programas locais e estaduais contra DSTs estão trabalhando com metade do orçamento que tinham no início dos anos 2000” ele declarou. “Se nossos representantes tiverem mesmo um compromisso com a proteção de vidas americanas, eles irão providenciar o financiamento adequado para enfrentar essa crise. Nesse momento, nosso motor para prevenção de DSTs está andando com o combustível no vermelho”.

Prevenção > Tratamento

Esse trio de DSTs pode levar à infertilidade, natimortos, gravidez ectópicas e e diversas outras condições se mantidas não-tratadas. Por sorte, elas são normalmente tratáveis com antibióticos. Porém, 2017 viu a emergência de uma “super gonorréia” que é resistente aos tratamentos, e não é impossível que as outras doenças possam evoluir para resistir à antibióticos também.

Isso significa que a prevenção é nossa melhor aposta para garantir que o nosso futuro não seja igual nosso passado, uma época na qual DSTs mataram milhões. Para fazer isso, nós precisamos que o governo se esforcem e garantam que aqueles trabalhando para prevenir DSTs tenham os recursos necessários para fazê-lo de forma eficaz.

CONTINUAR LENDO