Os efeitos do álcool no organismo

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Imagem maior para facilitar a visualização: http://goo.gl/0Mh61e. Créditos de edição: Rafael Andrette. Imagem original: http://goo.gl/2cVAug

O artigo todo foi feito em uma parceria entre três membros da equipe (Josikwylkson Costa Brito, Pedro Henrique Costa e Rafael Andrette). Seu objetivo é puramente didático e informativo e não tem propósito de atacar a liberdade individual que as pessoas possuem para ingerir álcool.

Introdução

O álcool, como droga que possui efeitos depressores do sistema nervoso central, é uma das principais substâncias psicoativas consumidas no mundo e na história da humanidade. Sua epidemiologia está relacionada, dentre outros fatores, a questões:

Socioculturais: O incentivo ao consumo social e a depender de algumas tradições culturais, é fortemente estimulado. O álcool está presente em festas, reuniões de família, encontros de amigos, nos mais variados contextos, seja puro ou em drinques, fermentado ou destilado.

Econômicas: Devido ao custo ser relativamente acessível para a maioria dos públicos, estando sob a forma de vários produtos, nas mais variadas formas. O álcool é uma das substâncias psicoativas consideradas lícitas, tendo poucas restrições para o seu consumo.

Da ingestão aos efeitos psíquicos e físicos, o álcool quando em doses elevadas pode prejudicar a interação social e a saúde individual como um todo. Por ser volátil, alcança rapidamente o cérebro e se difunde a todos os tecidos do corpo.

Moderadamente e quando associado a determinadas formas de apresentação, envolvendo outros compostos químicos, pode ser benéfico para o bem-estar e para a manutenção do equilíbrio do organismo.

O álcool não produz bons efeitos quando consumido por jovens ainda em desenvolvimento, por pessoas com saúde vulnerável (idosos, pacientes crônicos) e por gestantes – podendo levar à chamada Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) e prejudicando o desenvolvimento do feto.

Metabolização do álcool

O álcool sofre metabolização no fígado inicialmente por meio de uma enzima, a álcool-desidrogenase (ADH), que o converte em acetaldeído, um metabólito tóxico para o organismo. O trabalho do metabolismo segue com a ação da enzima aldeído-desidrogenase. Em geral, o corpo de homens e mulheres possui diferença estrutural e em termos de proporção de água, além de ter menos da enzima ADH, o que torna o metabolismo do álcool mais lento em mulheres, tipicamente, podendo variar com a constituição física de homens e mulheres.

No caso típico, o álcool em menores concentrações pode ter um efeito proporcionalmente grande no organismo da mulher. Isso leva a uma toxicidade do álcool mais rapidamente e com maior duração – o que explica o efeito alcoólico aparentemente maior nas mulheres.

Referências

Material complementar

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