Parapsicologia: ciência ou pseudociência?

Joseph Banks Rhine, fundador do laboratório de parapsicologia da Universidade de Duke, realizando um experimento.

Publicado na Center for Inquiry

A parapsicologia é uma área que nasceu com pretensões científicas no final do século XIX, em que buscava investigar a existência e as causas de habilidade psíquicas, experiências de quase-morte e vida após a morte usando “método científico”, ou no caso em questão pseudocientífico (Robert T. Carroll, 1994).

O âmbito da parapsicologia inclui, mesmo que ela não esteja limitada apenas aos fenômenos paranormais, coisas como:

  • Telepatia: Transferência de informação através dos pensamentos ou sentimentos entre indivíduos por meios que não sejam apenas os cinco sentidos clássicos.
  • Precognição (ou Premonição): Percepção de informação sobre lugares ou eventos futuros antes que eles ocorram.
  • Clarividência: A obtenção de informação sobre lugares ou eventos em locais remotos, por meios desconhecidos pela ciência.
  • Psicocinese (ou Telecinesia): A capacidade da mente em influenciar a matéria, tempo, espaço ou energia por meios desconhecidos pela ciência.
  • Experiências de quase-morte: Uma experiência relata por uma pessoa que quase morreu, ou que experimentou a morte clínica e depois reviveu.
  • Reencarnação: O renascimento de uma alma ou outro aspecto não-físico da consciência humana em um novo corpo físico após a morte.
  • Experiências de aparições: Fenômenos muitas vezes atribuídos a fantasmas e encontrados em lugares onde uma pessoa falecida pode ter frequentado, ou em associação aos antigos pertences da pessoa.

HÁ EVIDÊNCIAS?

O pior erro da parapsicologia foi o de ter pressuposto que os fenômenos parapsicológicos eram reais, antes mesmo de qualquer investigação rigorosa – algo que até implicou diretamente no viés de muitos pesquisadores da época de fundação da Society for Psychical Research (William Crookes, por exemplo). Entretanto, muitos estudos e avaliações foram realizados por autoridades independentes ao redor do mundo (Richard S. Broughton, 1991). Em 1988, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos concluiu que “não há nenhuma justificativa científica das pesquisas realizadas durante um período de 130 anos para a existência de fenômenos parapsicológicos” (Druckman, Daniel e John A. Swets, 1988).

CONCLUSÃO

Apesar da consistente rejeição através de estudos científicos e revisões sistemáticas das reivindicações feitas por parapsicólogos, as ideias ainda são persistentes entre muitos crentes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Robert T. Carroll. Parapsychology. The Skeptic’s Dictionary, 1994.
  2. Richard S. Broughton. Parapsychology: The controversial science. Ballantine Books, 1991.
  3. Druckman, Daniel and John A. Swets. Enhancing human performance: Issues, theories, and techniques. National Academies Press, 1988.
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