Quem precisa de um céu escuro? Os fenômenos nos céus do ESO

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Créditos da Imagem: ESO.

Publicado no ESO

Os vários observatórios do ESO no Chile – Paranal, La Silla e Chajnantor – apresentam invejáveis níveis baixos de poluição luminosa. No entanto, o céu raramente se encontra completamente escuro!

Como podemos ver nesta imagem do Observatório do Paranal, o céu apresenta regularmente uma miríade de cores e vistas astronômicas, desde o plano da Via Láctea que brilha intensamente no céu até ao ponto alaranjado de Marte (à esquerda), as constelações estreladas do Escorpião e Orion, e a mancha magenta da Nebulosa Carina (em cima ao meio). Apesar do local remoto, existem ocasionalmente sinais de atividade humana, como por exemplo a sequência de luzes que podemos ver no centro da imagem. Estas tênues luzes iluminam a estrada que vai do Very Large Telescope (VLT) aoVisible and Infrared Survey Telescope for Astronomy (VISTA), donde foi tirada esta fotografia.

Devido à elevada sensibilidade da câmara, esta fotografia mostra igualmente um fenômeno misterioso, a chamada luminescência atmosférica. O céu noturno resplandece em tons de vermelho forte e verde, devido ao fraco brilho da atmosfera da Terra. Devido a este efeito, nenhum observatório sobre a Terra se apresenta completamente escuro – embora os do ESO se aproximem bastante.

Esta imagem foi obtida pelo astrônomo e fotógrafo Yuri Beletsky, um membro da Expedição Fulldome do ESO de 2016. A equipa deste projeto visitou o Chile com o intuito de juntar belas imagens para uso no Planetário & Centro de Visitantes Supernova do ESO.

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Sergio Sancevero
Graduado em Geofísica pela Universidade de São Paulo (1999), mestrado em Ciências e Engenharia do Petróleo pela Universidade de Campinas (2003) e doutorado em Geociências pela Universidade de Campinas (2007). Atuou na empresa ROXAR entre os anos de 2007 e 2011 como consultor especializado na área de modelagem de reservatórios, participando ativamente das atividades da empresa em toda América do Sul. Atualmente trabalha na Landmark como especialista em Geologia voltado exclusivamente para buscar soluções que respondam às atuais demandas do mercado brasileiro. Tem experiência na área de Geociências com ênfase em Geofísica Aplicada.

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