UFSCar produz equipamentos de segurança para hospitais

Redução drástica na circulação de veículos, em consequência quarentena para a contenção do novo coronavírus, teve como resultado a rápida diminuição da poluição atmosférica da cidade: concentração de monóxido de carbono cai cerca de 50% na cidade de São Paulo em uma semana. Imagem: Mario Gavidia Calderon.

Publicado na Agência FAPESP

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) produziu com impressão 3D aproximadamente 50 protetores faciais tipo faceshield e os entregou ao Hospital Universitário (HU) de São Carlos (SP).

Os protetores foram aprovados pelo hospital e já estão sendo utilizados pelos profissionais da saúde. Esses protetores são equipamentos complementares de proteção individual.

“O novo coronavírus é um vírus de alto contágio e transmitido por via aérea. O uso das faceshields, associados aos demais EPIs [máscaras, luvas e vestimentas de proteção], contribuirá para a manutenção de profissionais saudáveis e, também, para evitar a transmissão do vírus aos seus familiares e contatos próximos”, afirmou em entrevista para a Coordenadoria de Comunicação Social da UFSCar a médica e gerente de Ensino e Pesquisa do HU, a professora Flávia Gomes Pileggi Gonçalves.

O projeto é coordenado pelo professor Rafael Vidal Aroca, do Departamento de Computação e diretor da Agência de Inovação da UFSCar. A iniciativa também conta com voluntários da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) e de outras instituições.

Os protetores faciais vêm sendo confeccionados com recursos da UFSCar e contribuições de empresas privadas.

“Nosso objetivo é fornecer materiais para o Hospital Universitário da UFSCar, mas, conforme nossa disponibilidade e número de colaboradores, pretendemos fabricar equipamentos de proteção para outras unidades de saúde e cidades da região”, afirmou Aroca para a Coordenadoria de Comunicação Social da UFSCar.