Um robô para aprender a engatinhar

Uma nova terapia robótica melhora a capacidade de bebês com risco de paralisia cerebral engatinharem.

Olivia Rodriguez, uma criança com o desenvolvimento motor normal, testa a ferramenta.

Por Knvul Sheikh
Publicado na Scientific American

Para os bebês com paralisia cerebral, a tarefa de engatinhar pode ser difícil. Essa lesão cerebral afeta o controle dos músculos, o que faz com que as crianças se desencorajam ao tentar comandar os seus movimentos sobre o chão. Como consequência, o cérebro deixa de construir e reforçar as conexões que participam do desenvolvimento motor e da orientação espacial, o que ao longo da vida pode trazer novos problemas relacionados com o movimento, explica Thubi Kolobe, fisioterapeuta e pesquisadora da Universidade de Oklahoma. “Se não o usas, o perdes. É o lema do cérebro”.

A partir de investigações prévias que mostraram que a intervenção precoce pode melhorar o controle motor, Kolobe e os seus colaboradores desenvolveram um dispositivo para ajudar a engatinhar. Batizado como Gateador de Progresión Autoiniciada en Decúbito Prono (GPADP), consta de uma pele de alta tecnologia com o que se veste na criança e de um robô de três pernas com rodas, equipado com um algoritmo de aprendizagem automática. Os sensores de pele detectam os chutes e/ou mudanças de peso do bebê e o robô responde empurrando uma plataforma na mesma direção, o que leva a criança para onde desejar.

Em um ensaio preliminar de 12 semanas, os pesquisadores estudaram 28 crianças com risco de paralisia cerebral (o diagnóstico definitivo não chega a passar de um ano de idade) que praticavam o engatinhamento com o auxílio do robô duas vezes por semana. Como resultado, os participantes foram capazes de se mover em torno de um quarto quase um mês mais cedo de quem praticou com uma versão sem o auxílio do robô. E, quando o seguimento do projeto se prolongou até os 14 meses de idade, viu-se que a assistência motriz também aumentou a probabilidade de que um bebê acabesse engatinhando de forma independente.

Agora, os pesquisadores querem amplicar o ensaio para incluir quase 80 bebês com risco de paralisia cerebral. “A nossa esperança é a de desenvolver uma terapia robótica que aumente a experiência motriz dessas crianças e que, quando cresçam, as facilite participar da sociedade e ser independentes”, conclui Andrew Flagg, catedrático de bioengenharia e um dos coautores do estudo.

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Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira
Sou fundador da Universo Racionalista | Graduando em Tecnologia em Redes de Computadores pela Universidade de Franca | Especialista em Fundamentals of Computing Network Security ( • Design and Analyze Secure Networked Systems • Basic Cryptography and Programming with Crypto API • Hacking and Patching • Secure Networked System with Firewall and IDS ) pela University of Colorado | Especialização em andamento em Cybersecurity ( • Computer Forensics • Network Security • Cybersecurity Fundamentals • Cybersecurity Risk Management • Cybersecurity Capstone ) pela Rochester Institute of Technology | Certificação em Information Security Specialist ( • InfoSec Foundation • Ethical Hacking Essentials • Computer Forensics Foundation ) pela ITCERTS | Certificação em Information Security Analyst ( • Information Security Policy Foundation • Vulnerability Management Foundation ) pela ITCERTS | Cursei integralmente as disciplinas teóricas em Licenciatura em Filosofia pela Universidade de Franca, mas não realizei o estágio supervisionado para a obtenção do diploma de Ensino Superior | Especialista em Journey of the Universe: A Story for Our Times pela Yale University | Colaborador do Instituto Ética, Racionalidade e Futuro da Humanidade | Colunista da Climatologia Geográfica | Membro da Rede Brasileira de Astrobiologia | Abaixo, segue o endereço do currículo na plataforma Lattes e LinkedIn.

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