2016: uma odisseia na estratosfera

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Foto tirada pela sonda do grupo Zenith aos 30 km de altitude.

O grupo Zenith é formado por estudantes de graduação e pós-graduação de cursos de ciência e engenharia que realiza trabalhos extracurriculares na área aeroespacial. O grupo é formalmente aceito pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo é proporcionar uma melhor formação de profissionais para atuar nas diversas áreas de ciência e engenharia, desenvolvida através do trabalho aplicado em projetos espaciais. Além disso, o grupo também considera relevante difundir e estimular, por meio da visibilidade dos projetos, a ideia de desenvolvimento espacial no Brasil, uma área muito pouco valorizada e explorada atualmente.

A HISTÓRIA

Após participar da missão Rosetta como parte da equipe da Agência Espacial Alemã (DLR) responsável pelo módulo de pouso Philae, o mentor do grupo, Lucas Fonseca, ex-aluno do curso de Engenharia Mecatrônica da EESC, voltou ao Brasil em 2013 e fundou o grupo em conjunto com alunos da USP, com a intenção de colocar um Cubesat, uma classe de nano satélites, no espaço, apontando diversos motivos pelos quais achava viável desenvolver um projeto desses em uma universidade.

Após um certo tempo à procura de parceiros e uma primeira missão para o grupo, já que não se inicia um trabalho do nível de um pequeno satélite sem antes familiarizar os membros com as atividades aeroespaciais, o grupo se aliou a alguns pesquisadores da área de astrobiologia, representado pelo doutor em Astronomia pelo IAG-USP e atualmente pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/CNPEM), Douglas Galante; e Fábio Rodrigues, doutor em Química e professor do Instituto de Química da USP, com o objetivo de construir uma plataforma para que um experimento com microrganismos extremófilos e biomoléculas fosse enviado para a estratosfera, a fim de analisar o comportamento desses seres e moléculas nas condições hostis de tal ponto. O intuito deste experimento é verificar o potencial de sobrevivência destes seres e moléculas em ambientes como o de Marte, por exemplo, dando novos embasamentos para a busca de vida em outros planetas.

A primeira missão foi cumprida no dia 14 de maio e está gerando resultados, tanto em laboratório, quanto fora deste, já que além do objetivo biológico, também foi colocado à prova as novas tecnologias, como a impressão em 3D, utilizada para desenvolver a estrutura (o “esqueleto”) da sonda, batizada “Garatéa I” – nome de origem tupi-guarani, que significa algo como “busca vidas” -, assim como o próprio grupo proclama, pois foi necessário muito tempo de estudo para que eles se tornassem capazes de realizar certas tarefas, como o desenvolvimento do paraquedas, estruturas espaciais, gerenciamento de grupo e também a programação dos sistemas da sonda, que envolve diversos sensores, como fotodiodos com filtros para radiação UVA, UVB e UVC, acelerômetro, magnetômetro, barômetro, sensor de umidade e sensores de temperatura.

Como um dos frutos do projeto, foram obtidas ótimas imagens do nosso planeta a cerca de 32 Km de altitude.

Dados os resultados positivos, os próximos passos se baseiam no aperfeiçoamento das técnicas utilizadas, afim de fazer uma plataforma robusta o suficiente para que seja confiável a ponto de ser posta em órbita.

Para mais informações, acesse a página no Facebook: https://www.facebook.com/zenitheesc/

Obrigado por ter chego até aqui e…

ESTAMOS RUMO AO ESPAÇO!

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