Ursos polares são forçados a comer seus filhos, pois a mudança climática está destruindo o seu habitat

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Crédito: Reuters.

Por Monit Khanna
Publicado na Indiatimes

Não é novidade que as mudanças climáticas estão afetando gravemente o equilíbrio natural do meio ambiente nas regiões polares. E agora, por sua vez, anda impactando severamente a vida dos ursos polares no Ártico, tornando-os canibais.

Crédito: Reuters.

Já se sabia que os ursos polares têm instintos canibais, mas nunca agiram dessa forma em razão da abundância de alimentos e recursos.

O aumento da temperatura, bem como o envolvimento humano no Ártico, resultou no derretimento das planícies de gelo. Isso destruiu completamente os habitats pelos quais um urso polar normalmente caçava por comida.

De acordo com a especialista em ursos polares, Ilya Mordvintsev, do Instituto Severtsov para Problemas de Ecologia e Evolução de Moscou, “casos de canibalismo entre ursos polares são um fato conhecido há muito tempo, mas esses casos costumavam ser encontrados raramente, enquanto  que agora são registrados com bastante frequência. Afirmamos que o canibalismo nos ursos polares está aumentando”.

Segundo os pesquisadores, a razão para esse comportamento é a escassez de suprimento de alimentos em um habitat já debilitado. Os grandes ursos polares machos atacam fêmeas e filhotes, já que são um alvo fácil.

Normalmente eles caçam no gelo marinho, banqueteando-se com focas. Mas com o gelo derretendo, os ursos são forçados a ficar perto da costa, onde não podem caçar da maneira tradicional.

Crédito: Reuters.

A intervenção humana também impactou severamente o habitat. O Golfo de Ob agora está sendo usado para extrair Gás Natural Liquefeito (GNL) do Ártico, com navios que passam normalmente pela rota desses animais.

Outro cientista russo Vladimir Sokolov, que liderou inúmeras expedições no passado, afirmou que os Ursos Polares este ano também estão experimentando um clima mais quente do que costumavam – especificamente em direção à Ilha Spitsbergen, ao norte da Noruega.

Muitos ursos também começaram a acumular corpos que eles mataram, enterrando-os na neve para serem consumidos mais tarde. Esse fenômeno é chamado de “cache” e é comum nos ursos pardos, mas não exatamente nos ursos polares.