Veja uma inteligência artificial criar e desenvolver uma lagarta ambulante no Minecraft

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(Créditos: Shyam Sudhakaran/Djordje Grbic/Siyan Li/Adam Katona/Elias Najarro/Claire Glanois/Sebastian Risi/Science)

Traduzido por Julio Batista
Original de Matthew Hutson para a Science

O vídeo abaixo será familiar para qualquer pessoa que já jogou o jogo de construção de mundos 3D Minecraft. Mas não é um ser humano construindo esses castelos, árvores e lagartas – é inteligência artificial.


O algoritmo segue o exemplo do “Jogo da Vida”, um autômato celular. Lá, os quadrados em uma grade ficam pretos ou brancos ao longo de uma série de passos de tempo com base em quantos de seus vizinhos são pretos ou brancos. O programa simula o desenvolvimento biológico, no qual as células de um embrião se comportam de acordo com as pistas de seu ambiente local.

Alguns pesquisadores substituíram as regras simples (por exemplo, qualquer quadrado branco com três vizinhos pretos torna-se preto) por outras mais complexas decididas por redes neurais, algoritmos de aprendizado de máquina que imitam aproximadamente os processos do cérebro. Eles são chamados de “autômatos celulares neurais”. Mas a grade ainda está em apenas duas dimensões, ou em três com apenas um tipo de bloco de construção.

Em um paper pré-publicado no servidor arXiv este mês, os pesquisadores apresentaram um sistema que usa autômatos celulares neurais em 3D e com 50 tipos de blocos, incluindo alguns que agem como pistões. Em seguida, eles lançaram seu sistema no Minecraft.

Os cientistas ensinaram as redes neurais a transformar cubos únicos em designs complexos contendo milhares de tijolos, como o castelo, a árvore ou o prédio de apartamentos mobiliados que vemos acima, e até mesmo em máquinas funcionais, como a lagarta. E quando eles cortaram uma criação ao meio, ela se regenerou. (Normalmente no Minecraft, um usuário teria que reconstruir o objeto manualmente.)

No futuro, os pesquisadores esperam treinar sistemas para desenvolver não apenas formas predefinidas, mas para inventar projetos que executem certas funções. Isso pode incluir voar, permitindo que os engenheiros encontrem soluções que os projetistas humanos não teriam previsto de outra forma. As pessoas podem então construir essas máquinas no mundo real. Ou minúsculos robôs podem usar interações locais (se seu vizinho estiver fazendo X, faça Y) para montar robôs de resgate ou edifícios que se auto-regeneram.