Caçadores de fósseis encontram pássaro congelado de 46.000 anos que parece ter morrido ontem

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Este pássaro congelado de 46.000 anos foi tão bem preservado que os caçadores de fósseis o confundiram com uma criatura infeliz que 'morreu ontem' - até perceberem que haviam encontrado a primeiro espécime de pássaro da Era do Gelo de todos os tempos. Créditos: Valeri Plotnikov / Kennedy News.

Traduzido e adaptado por Julio Batista
Original da equipe internacional do The Telegraph

Um grupo de caçadores de fósseis na Sibéria descobriu um pássaro de 46.000 anos tão bem preservado pelo gelo que inicialmente pensou-se que o animal havia morrido no dia anterior.

O “pássaro do gelo”, também o primeiro pássaro encontrado da Era do Gelo, foi identificado como uma cotovia com chifres (Eremophila alpestris) que vivia entre rinocerontes, mamutes e leões das cavernas.

Love Dalén, professor de genética evolutiva do Museu Sueco de História Natural, encontrou a criatura em uma expedição com caçadores locais de fósseis marfinizados dentro de um túnel de gelo na Sibéria.

Ele disse que a criatura parecia “ter morrido ontem” e estava muito bem preservada, provavelmente porque deve ter congelado “relativamente rápido” sem chance de se decompor.

Nicolas Dussex, principal autor do artigo sobre o pássaro – um ancestral das subespécies modernas de cotovia da Rússia e da Mongólia – disse: “É uma coisa doida trabalhar com o primeiro pássaro congelado já descoberto da última Era do Gelo”.

“O interessante é que poderíamos obter DNA suficiente dessa espécime antiga para fazer análises muito mais interessantes”.

A descoberta “abre uma nova janela” que permite aos pesquisadores voltar mais no tempo do que antes pensava-se ser possível, disse ele. “Parece meio surreal trabalhar nisso, porque estamos trabalhando em nosso laboratório com coisas que têm alguns milhares ou centenas de anos”, disse Dussex.

“Costumava pensar que o limite de idade de nossos objetos de estudo seria de dez a 15 mil anos, já que depois disso fica muito difícil obter dados autênticos”.

Ele disse que obter o genoma do pássaro pode melhorar a compreensão sobre a evolução ou o impacto das mudanças climáticas durante esse período.

“Qual será o próximo pássaro que vamos encontrar? Poderíamos encontrar uma águia ou algo extinto que não sabíamos que existia?”, disse ainda.

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