Carl Sagan e a arte de detectar mentiras

O famoso astrônomo Carl Sagan nos dá dicas valiosas para lidarmos com uma era de pós-verdades, nos oferecendo um kit de ferramentas para o bom pensamento cético.

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Carl Sagan Alysson Augusto

No capítulo 12 do livro “O Mundo Assombrado Pelos Demônios”, o astrônomo Carl Sagan fala sobre “A Arte Refinada de Detectar Mentiras”. Nesse capítulo, ele elenca alguns casos em que as pessoas costumam acreditar nas coisas sem critérios mínimos de justificação, e aponta como exemplos mais evidentes os exemplos religiosos, como quando acreditamos numa vida após a morte apenas porque é confortável acreditar nisso, por exemplo.

Embora ele não mencione objetivamente o termo, ele também faz uma crítica às chamadas pseudociências, que são crenças, teorias ou métodos gerais que, embora se acreditem científicos, na verdade não são [mas vivem se vendendo como ciência].

Com isso em mente, o Sagan então propõe o que ele chama de “kit de ferramentas para o pensamento cético”, que ao ver dele é uma forma essencial de pensar, construir e compreender argumentos racionais, para então detectarmos aqueles pensamentos que são ruins, fraudulentos ou falaciosos. Como ele diz,

a questão não é se gostamos da conclusão que emerge de uma cadeia de raciocínio, mas se a conclusão deriva da premissa ou do ponto de partida e se essa premissa é verdadeira.

Em outras palavras, a questão é se aquilo em que acreditamos e defendemos está fundamentado de modo que, assim, possa merecer receber nossa crença.

No vídeo que preparei, abaixo, apresento as 9 dicas que Sagan elenca para nos auxiliar nesta empreitada. Espero que aproveitem!

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