Cientistas conectam interface neural a exoesqueleto robótico

Um novo avanço para os movimentos pré-programados de próteses.

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Créditos: Aaron Fleming / Universidade Estadual da Carolina do Norte.

Por Dan Robitzski
Publicado no Futurism

Uma equipe de cientistas conectou um exoesqueleto robótico a uma interface neural, permitindo a um paciente que perdeu o pé e a perna controlar o sistema mecânico com seus pensamentos.

Ao combinar a prótese robótica com sensores que podiam captar os sinais enviados ao pé pelo cérebro do homem, o sistema permitiu uma amplitude de movimento muito maior e mais controle do que os exoesqueletos modernos são normalmente capazes, de acordo com um estudo publicado este mês na revista Wearable Technologies. Embora tenha sido necessária uma grande quantidade de fisioterapia para levar o paciente ao ponto em que ele pudesse controlar a tecnologia com seus pensamentos, relata o IEEE Spectrum, isso representa um grande avanço na busca por dar às pessoas controle total sobre novos membros robóticos.

“Essa estabilidade e controle sutil do pé foi bastante surpreendente”, disse o autor do estudo e engenheiro biomédico da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA) ao IEEE Spectrum.

Normalmente, os exoesqueletos robóticos vêm pré-programados com movimentos como caminhar para ajudar seus usuários a se locomover. Mas, ao deixar que a pessoa assuma o controle, uma ampla variedade de novos movimentos tornou-se repentinamente possível.

“O controle autônomo funciona muito bem para caminhadas”, disse a coautora do estudo e engenheira biomédica da Universidade Estadual Carolina do Norte Helen Huang ao IEEE Spectrum, “mas quando se trata de mais do que apenas caminhar, como jogar tênis ou praticar uma dança freestyle, seria bom ter controle neural”.

Nesse caso, o homem que usava a perna protética foi capaz de sentar-se e ficar de pé sozinho e agachou-se para pegar algo do chão. Ao longo do experimento, ele demonstrou mobilidade e controle muito maior do que alguém usando um exoesqueleto típico.

No futuro, a equipe planeja testar a tecnologia em mais voluntários e também descobrir o que está acontecendo internamente que permite que seu sistema nervoso de fato controle a perna robótica.

“[O sistema nervoso] está restaurando suas vias neurais originais?”, disse Huang ao IEEE Spectrum.