Estudo em humanos sugere que o CRISPR pode ser um tratamento viável para o câncer

Isso pode ser uma ótima notícia para tratamentos experimentais do câncer.

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(Créditos: Prasad Adusumilli/Memorial Sloan Kettering)

Traduzido por Julio Batista
Original de Kristin Houser para o Futurism

Cientistas da Universidade da Pensilvânia publicaram os resultados do primeiro teste estadunidense de células manipuladas pelo CRISPR em pacientes com câncer – e são muito encorajadores.

Em abril de 2019, a Universidade da Pensilvânia confirmou que uma equipe de pesquisadores começou oficialmente a testar células editadas pelo CRISPR em humanos.

Para esse estudo, os cientistas coletaram células imunológicas de três pacientes com câncer avançado e resistente ao tratamento. Eles então usaram o CRISPR-Cas9 para editar as células, a fim de melhorar sua capacidade de combater tumores antes de devolvê-las aos corpos dos pacientes.

Em novembro, a equipe compartilhou os resultados promissores de seu teste com o CRISPR, observando que as células editadas ainda eram detectáveis ​​no corpo dos pacientes e não haviam produzido efeitos colaterais negativos.

No entanto, o estudo ainda não havia passado pelo processo de revisão por pares naquele momento. Isso significava que os resultados ainda eram apenas preliminares antes da publicação do estudo na revista Science na quinta-feira.

Como este foi apenas um estudo de Fase 1, o foco dos pesquisadores estava na segurança do tratamento – não na sua eficácia.

Mas como a inventora do CRISPR, Jennifer Doudna, apontou em um ensaio para a revista Perspectives publicado conjuntamente ao estudo, saber que as células editadas pelo CRISPR não prejudicam os pacientes com câncer é o primeiro passo para usar essas células no tratamento da doença.

“Até agora, não se sabia se as células T editadas pelo CRISPR-Cas9 seriam toleradas pelo corpo e prosperariam uma vez reinfundidas em humanos”, escreveu Doudna, acrescentando posteriormente que as descobertas da equipe Universidade da Pensilvânia “representam um importante avanço na aplicação terapêutica da edição de genes e destacam o potencial para acelerar o desenvolvimento das terapias celulares”.