Homem de 101 anos, que sobreviveu à pandemia da gripe de 1918, é curado do coronavírus

Sua "família o levou para casa ontem à noite, para nos ensinar que mesmo aos 101 anos de idade, o futuro ainda está para ser escrito".

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Créditos: Vlad Chețan via Pexels.

Por Foster Kamer
Publicado no Futurism

Existem aqueles que já viveram de tudo, e também existe esse cara: um italiano de 101 anos sobreviveu à gripe de 1918, duas guerras mundiais e agora o coronavírus.

Um paciente conhecido como “Sr. P” foi internado na semana passada no Hospital Infirmi em Rimini, Itália, após testar positivo para o COVID-19. O “Sr. P” nasceu em 1919, quando a pandemia de gripe de 1918 – que matou cerca de 600.000 italianos – estava a todo vapor. E na quarta-feira à noite, 101 anos depois, o Sr. P recebeu alta do hospital e foi levado para casa por sua família.

A vice-prefeita de Rimini, Gloria Lisi, fez uma declaração ao jornal local Remini Today sobre o homem. A declaração (incrivelmente poética), com tradução aproximada, diz:

Dado o progresso do vírus, ele não poderia nem ser chamado de ‘história como tantas outras’ se não fosse por um detalhe que torna a vida da pessoa retornada aos seus entes queridos verdadeiramente extraordinária.

P., de Rimini, nasceu em 1919, em meio a outra pandemia mundial trágica. Ele viu de tudo: fome, dor, progresso, crise e ressurreições. Uma vez ultrapassada a barreira dos 100 anos, o destino colocou esse novo desafio diante dele, invisível e terrível ao mesmo tempo. Na semana passada, P. foi hospitalizado em Rimini após testar positivo para o COVID-19. Em poucos dias, ele virou “história” para médicos, enfermeiras e o restante do pessoal da área de saúde que o tratou.

Uma esperança para o futuro encontra-se no corpo de uma pessoa com mais de um século, diante das tristes crônicas dessas últimas semanas que relatam mecanicamente todos os dias um vírus que assola especialmente os idosos.

No entanto, o Sr. P. conseguiu. A família o levou para casa ontem à noite, para nos ensinar que mesmo aos 101 anos de idade, o futuro ainda está para ser escrito.

A realidade é brutal, mas a prefeita Lisi não está errada: o futuro, como duplamente evidenciado, não é totalmente sombrio e ainda tem muito ainda a ser escrito.