OMS coloca movimentos antivacinas na lista das principais ameaças à saúde junto com Ebola, dengue e AIDS

Créditos: Pixabay.

Por Carlos Zahumenszky
Publicado na Gizmodo

O ebola, as pandemias de gripe, a resistência bacteriana aos antibióticos e… os movimentos antivacinas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o polêmico movimento pseudocientífico na nova lista das maiores ameaças à saúde pública da humanidade.

A lista completa, que foi tornada pública essa semana, inclui 10 itens:

  • Mudança climática e contaminação
  • Doenças não transmissíveis (câncer, diabetes e doenças cardiovasculares)
  • Epidemias globais de gripe
  • Ambientes frágeis e instáveis (crises imigratórias)
  • Resistência aos antibióticos
  • Ebola e outros patógenos extremamente graves
  • Falta de cuidados sanitários adequados
  • Relutância à vacinação
  • Dengue
  • AIDS

A OMS menciona o movimento antivacinas em “Relutância à vacinação” e recorda que as vacinas salvam entre duas e três milhões de vidas por ano, quando poderiam ser quase cinco milhões com melhores campanhas e protocolos. O relatório adverte que algumas doenças que estavam perto da erradicação, como a caxumba, experimentaram um aumento de até 30% em países onde praticamente não havia quaisquer casos.

Isso não pode ser atribuído somente aos movimentos antivacinas, mas é certo que eles desempenham um papel significativo no crescimento repentino. Se não fossem pelas vacinas, 100% da lista de maiores ameaças à saúde seriam precisamente doenças infecciosas.

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