Pesquisadores do IAC Explicam o Excesso de Rubídio Observado em Estrelas Moribundas

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Crédito da Imagem: Gabriel Pérez Díaz, do Instituto de Astrofísica de Canarias.

O novo modelo atmosférico estelar, publicado na revista Astronomy & Astrophysics Latters, põe fim ao desacordo aparente entre a teoria e a observação deste elemento radioativo exótico.

Estrelas de massa intermediaria, nas ultimas fases de evolução, produzem um número grande de elementos pesados (ricos em nêutrons), alguns dos quais isótopos radioativos, tais como aqueles de rubídio, tecnécio, zircônio, ítrio, lantânio e neodímio. Estes elementos são empurrados para a superfície da estrela e depois “liberados” para o meio interestelar. Após uma série de estudos sobre a composição química destas estrelas moribundas, chamadas de “AGB”, uma equipe internacional de astrônomos, liderados por pesquisadores do Instituto de Astrofísica de Canarias (IAC), acaba de publicar um novo modelo teórico que pode explicar a superabundância de rubídio observado nas estrelas de maior massa. O novo modelo inclui os efeitos de envelope de gás e poeira que circunda estas estrelas antigas, que não eram levado em consideração nos modelos teóricos anteriores.

Os autores deste artigos, publicado na revista Astronomy and Astrophysics Latters, são os astrofísicos Olga Zamora e Domingo Aníbal García Hernández, pesquisadores do IAC e da Universidade de La Laguna, Arturo Manchado Torres, do IAC e do CSIC (“Spanish Higher Research Council”) e Bertrand Plez, da Universidade de Montpellier (França).

Assista ao vídeo sobre a “Evolução de uma estrela até que ela atinja a fase AGB“.


Artigo publicado na Astronomy and Astrophysics Letters com o título Circumstellar effects on the Rb abundances in O-rich AGB stars.

Texto publicado pelo Instituto de Astrofísica de Canarias com o título IAC Researchers explain the “excess” of Rubidium observed in dying stars.

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