Qual é o nosso papel no Universo?

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''Um pequeno passo para o homem. Um salto gigantesco para a humanidade.'' - Neil Armstrong

Nota: O texto a seguir é um dos 10 escolhidos que foram para a estratosfera ontem (dia/29/11/2014) em uma promoção organizada pelo projeto científico Estratos PAHP e a página de divulgação científica Mistérios do Espaço. Para mais dados da promoção, da escolha dos textos e de ambos os projetos, clique aqui, aqui, aquiaqui e aqui

Sem título
O Sol é uma das 200 bilhões de estrelas na Via Láctea que, por sua vez, é um mero ponto de luz em nosso endereço galáctico: o Grupo Local.

Nós, humanos, somos enormemente insignificantes. Somos uma espécie das 10 milhões existentes, em um planeta pequeno que orbita uma estrela das 70 sextilhões existentes no Universo observável. Moramos nos subúrbios de uma galáxia das 80 bilhões espalhadas pelo Cosmos inteiro. Mas, entre 80 bilhões de galáxias, 70 sextilhões de estrelas e 10 milhões de espécies, nós possuímos códigos genéticos e impressões digitais próprios. Nós podemos criar arte, escrever músicas, estudar ciência, questionar acerca de tudo e conviver com pessoas que nos amam. Nós, humanos, também somos enormemente significantes.

Durante os nossos 200 mil anos de existência, colocamos, em certos momentos, nossa sobrevivência em alguma dúvida, acumulando perigosas bagagens evolucionárias; gosto por rituais; apelo à violência; submissão a líderes; hostilidade a forasteiros; e um sedento poder pelo ódio e soberania. Adquirimos também compaixão pelos outros; amor por nossas crianças; um desejo imenso de aprender; e uma elevada e apaixonada inteligência. Tudo o que, naturalmente, é fundamental para nossa contínua sobrevivência e prosperidade.

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”Quando se destrói um velho preconceito, sente-se a necessidade duma nova virtude.” – Madame de Staël

Caminhamos pela Lua. Exploramos todo o nosso Sistema Solar. De Mercúrio a Netuno. Sobrevivemos a erupções vulcânicas e a última Era Glacial. Eliminamos quase totalmente a escravidão, que nos carrega (va) por séculos. Escapamos da Guerra Fria, o conflito armado onde estivemos mais perto da extinção total da espécie.

Já fomos 10 mil e hoje somos 7 bilhões. É difícil prever o futuro. Está ao nosso alcance destruir nossa civilização e, talvez, a nossa espécie também. Se nos rendermos à superstição, à ganância e à estupidez, este, certamente será o nosso destino. Mas também somos capazes de usar a nossa compaixão, inteligência, riqueza e tecnologia, para criar uma vida de significado e abundância para cada habitante deste planeta. Assim, aumentaremos grandiosamente nosso conhecimento acerca de tudo e cumpriremos, inteira e finalmente, nosso papel no Universo.

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”Você é o Universo, expressando-se como humano por um pequeno tempo.”

Referências de alguns dados usados:

  1. How Many Species Are There on Earth and in the Ocean?: http://goo.gl/jnNfnU
  2. Astronomers count the stars: http://goo.gl/K64FZ2
  3. How many galaxies in the Universe?: http://goo.gl/jKwh2K
  4. Human Evolution by The Smithsonian Institution’s Human Origins Program: http://goo.gl/1L73SU
  5. Late Pleistocene human population bottlenecks, volcanic winter, and differentiation of modern humans: http://goo.gl/ls51Fp
  6. 7 Billion Now Share The World: http://goo.gl/GvAMle

Referências que inspiraram o texto:

Carl Sagan – Quem fala pela Terra?: http://goo.gl/hMH71f
A vida, o Universo e tudo mais: http://goo.gl/OUAszn

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Ruan Bitencourt Silva
Nativo de Lages, Santa Catarina, eu sou cético, liberal, secularista, humanista, ateísta, roqueiro punk, flamenguista e um fã assíduo da ciência, da música, do esporte, da literatura e da cinematografia. Apaixonado por rock e pelo Universo, sonho em me tornar um guitarrista e astrofísico profissional (e, quem sabe, ser premiado com um Nobel e/ou um Grammy). Sou constantemente inspirado todos os dias por bandas como Nirvana, Legião Urbana e Green Day, por músicos como Kurt Cobain, Renato Russo e Billie Joe Armstrong, e por personalidades históricas como Carl Sagan, Isaac Newton e Albert Einstein. Atualmente ocupo meu tempo compondo músicas, escrevendo textos, lendo, tocando guitarra, e assistindo minhas séries preferidas. Pretendo, nos próximos anos, iniciar um bacharelado no ramo da Física, e após o término deste, construir uma pós-graduação voltada ao ramo da Astronomia. Se por ventura esse plano não der certo, seguirei a carreira como guitarrista e compositor, seja em uma banda completa ou até mesmo em uma carreira solo.