Qual será a aparência do nosso Sol daqui 8 bilhões de anos?

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Eis que o Fantasma de Júpiter — um espetacular remanescente de uma estrela que já foi bastante semelhante à nossa. Localizado a 3.000 anos-luz de distância, é uma prévia de como nosso sistema solar poderia parecer uma vez que o nosso sol começar a “morrer”.

Nosso sol não é grande o suficiente para se tornar uma supernova. Estrelas com massas de 0,8 a 8 vezes a do nosso sol gradualmente expandem durante a sua fase final, liberando suas camadas exteriores no espaço circundante. O resultado, tão belamente demonstrado por essa foto do Hubble do fantasma de Júpiter, é uma espetacular “concha nublada” de poeira, hidrogênio, hélio e outros gases ionizados que chamamos de uma nebulosa.

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A ESA explica mais:

[quote_box_center]A imagem revela como poderosos ventos lançados pela estrela moribunda – a estrela anã branca no centro – estão a moldar a estrutura double-shell (“concha dupla”) da nebulosa. O brilho azul visível na bolha interna representa a emissão de raios x do gás quente, aquecido até mais de 2 milhões graus por choques nos ventos estelares rápidos, com rajadas a aproximadamente 2400 km/s, contra o gás de ambiente.

As brilho verde marca concentrações de gás mais frio, luz vista através da emissão de oxigênio, revelando a borda do reservatório interno em contraste com o gás mais difuso, demonstrando o escudo exterior. Os dois recursos em forma de chama, visíveis em vermelho à esquerda superior e na direita inferior da bolha interna, são bolsas de gás ainda mais frio, visto também na luz através da emissão de nitrogênio.[/quote_box_center]

Como um aparte, esta nebulosa planetária —  NGC 3242 — não tem nada a ver com Júpiter ou planetas. O nome remonta a um tempo quando os astrônomos confundiram a aparência redonda de nebulosas com planetas. E é chamado de “Fantasma de Júpiter” porque a nebulosa se estende por um disco no céu aproximadamente do mesmo tamanho de Júpiter.

Crédito da imagem: ESA/XMM-Newton & Y.-H. Chu/R.A. Gruendl/M.A. Guerrero/s. Ruiz (raio x); NASA/ESA Hubble Space Telescope & A. Hajian/B. Balick (óptica).


Texto publicado originalmente na io9.

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