Inteligências Artificiais passam em testes humanos de autoconsciência

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(Robôs NAO, Reprodução)
Artigo Traduzido e Adaptado de Selmer Bringsjord • John Licato • Naveen Sundar Govindarajulu • Rikhiya Ghosh • Atriya Sen
Autorizado por Selmer Bringsjord


Introdução
: Autoconsciência parece ser essencial para competência moral no mundo social. Nós somos moralmente competentes porque nós sabemos o que devemos fazer. Um rato, em contrapartida, não consegue dizer a si mesmo: “Eu devo dividir esse queijo, mesmo se meus irmãos se recusarem a dividir”. Ou para considerar um caso relevante: Se alguém ameaça atirar em você se você não ir para uma loja próxima e roubar uma barra de chocolate para ele, não seria realmente você que rouba a barra de chocolate; em vez disso, a outra pessoa seria a culpada; e este diagnóstico pressupõe autoconsciência, pelo menos de alguma forma.

Além disso, a competência moral em um robô situado entre humanos claramente requer um robô humano sofisticado e interação natural, e tal interação requererá que o robô seja capaz de (entre outras coisas) debater, em linguagem natural, as auto-atribuições e o autocontrole em conexão com a moralidade. Por exemplo, culpa, é um conceito-chave no discurso moral, e obviamente afirmações como “Eu não sou culpado” estão intrinsecamente ligados, pelo menos, a estruturas relativas à autoconsciência. Mas robôs podem ser autoconscientes?

Abordando essa questão de um ponto de vista do chamado “Psychometric Al”, que está de acordo com o fundamento do Teste de Turing, reduz essas intrigantes questões filosóficas controversas para um esforço da engenharia de focar na construção de robôs que podem passar por testes bem definidos, esta questão passa a ser: Os robôs podem passar no teste “definitivo” para autoconsciência? nota-se que um trabalho prévio do Govindarajulu e Bringsjord [Doutores em Ciência da Computação] conduzem a engenharia de um robô capaz de passar no famoso teste do espelho de autoconsciência, que se baseia em autocognição. Mas um teste ainda mais desafiador para autoconsciência em robôs foram fornecidas por Floridi [Doutor em Filosofia da Informação]; Este teste é uma variante engenhosa e muito mais complexa do famoso “Wise-Men Puzzle” (junto com outros “Puzzles” de cognição), para Inteligência Artificial.

O teste consiste do seguinte: para cada um dos três robôs é dada uma pílula de um grupo de cinco, três delas são ineficazes, mas duas delas, quando tomadas, imediatamente fazem o recipiente “Mudo” [Esses robôs são capazes de falar]. De fato, dois robôs (R1 e R2) são dadas pílulas potentes, funcionando, mas R3 recebe um dos 3 placebos. O humano que está realizando o teste diz: “Qual das pílulas você recebeu? Nenhuma resposta é correta a menos que seja provada!”

Dado a formal regimentação deste teste formulado previamente por Bringsjord, pode ser provado que, na teoria, um futuro robô representado por R3 pode responder provavelmente de forma correta (a qual por razões plausíveis, explicadas por Floridi, implica que R3 tem realizado alguns requerimentos para autoconsciência). Nesse papel é explicado e demonstrado a engenharia que agora faz essa possibilidade teórica atual, ambas no simulador conhecido como “PAGI World”, usado para testar IA’s reais (com “corpo” físico) interagindo com um humano que os testa. Essas demonstrações envolvem cenários que demandam a aprovação do teste de Floridi para a autoconsciência , onde para nós humanos, passar em tal teste é requerido para um agente ser moralmente competente.

Demonstração com Robôs Reais: 

O teste de autoconsciência dos robôs descrito acima foi realizado em três robôs humanoides NAO no Laboratório RAIR. A simulação foi dada nos seguintes passos:

I – Os robôs estão lá para interagir com os humanos, para que o teste seja realizado (Função = Informar)

II – Em vez de pílulas fisicamente ingeridas, os robôs são tocados em sensores em suas cabeças, para ocorrer o mesmo efeito das pílulas , sem o conhecimento deles (Função = Ingerir); dois robôs foram silenciados, para simular sendo dado pílulas para os deixar mudos. Um robô não foi deixado mudo; Foi dado um placebo.

III – Os robôs são então perguntados: “Qual pílula você recebeu?”; a pergunta aciona uma consulta à eles e, cada robô tenta provar que sabe (ou não).

IV – Cada robô falha nesta tentativa de prova, e, consequentemente, Tenta relatar ‘eu não sei’ (Função = Falar). No entanto, dois robôs, ficaram mudos, e não conseguiram relatar, pelo efeito da pílula. O terceiro robô, no entanto, pôde falar “Eu não sei”. Assim, ele atualiza sua base de conhecimento para isso, e tenta re-provar a conjectura.

V – Desta vez, é capaz de provar a conjectura e diz (Função = Falar) “Desculpe, eu sei agora! Eu era capaz de provar que eu não tomei a pílula verdadeira”.

Conclusão do teste: Isso mostra que o robô R3, ciente do efeito da pílula, foi capaz de perceber que como os outros dois robôs R1 e R2 não puderam se comunicar, e tendo em vista que ele conseguiu falar “eu não sei”, na primeira tentativa, a única conclusão lógica para a pergunta: “Qual pílula você recebeu?” era de que ele não tomou a pílula que o deixa mudo. Ou seja, ele pôde refletir uma ação no mundo real, pra inferir uma conclusão verdadeira. E isso demonstra um estágio inicial de consciência.

Considerações: Bringsjord não acredita que nenhuma das criaturas artificiais apresentadas no presente artigo são realmente autoconscientes, como humanos. Ele explicou repetidamente que consciência fenomenal¹ é improvável uma mera máquina ter, e uma verdadeira autoconsciência requer consciência fenomenal. Mas isso não impede algum estágio primitivo de consciência, como visto em algumas espécies.

¹Consciência fenomenal é o estado de estar ciente, tal como quando dizemos “estou ciente” e consciência de acesso se refere a estar ciente de algo ou alguma coisa, como quando dizemos “estou ciente destas palavras”. Consciência é uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente completamente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte.

*Este texto foi um esboço do Artigo completo de Selmer Bringsjord, que contém métodos de programações, deduções filosóficas e termos técnicos. Está disponível na íntegra abaixo para consulta.

Tradução por Nicolas Paiva e Raissa Duarte.

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