Mars Reconnaissance Orbiter da NASA descobre antigo acelerador de partículas em Marte

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Novas imagens da superfície de Marte tiradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA revelaram a presença do maior acelerador de partículas (Imagem: Daniel Dominguez / CERN)

Atualização do CERN: nós te enganamos? Esperamos que você tenha gostado da nossa história no dia da mentira de abril. Se você quiser saber quais experimentos no LHC e CERN estão realmente ocorrendo, veja o novo experimento Gbar, ou os novos resultados do LHCb.

Por Arnaud Marsollier
Publicado no CERN

A procura de água, ou mesmo sinais de vida, no planeta Marte já acontece há um bom tempo. Mas com o anúncio de hoje dos cientistas do CERN e da NASA, a exploração do planeta vermelho revelou uma grande descoberta. Novas imagens da superfície de Marte tiradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA e analisadas por uma equipe interdisciplinar de especialistas dos campos de geologia, arqueologia e física de partículas, revelaram a presença do maior acelerador de partículas já construído. A equipe demonstrou que o Olympus Mons, anteriormente considerada a maior formação vulcânica do sistema solar, é de fato o resíduo de um antigo acelerador de partículas que pode ter operado há vários milhões de anos.

Um deslizamento de terra que se estendeu por vários quilômetros foi registrado pela câmera de alta resolução da sonda e despertou a atenção dos cientistas. Este evento aparentemente recente revelou uma série de estruturas, o que intrigou os cientistas, pois suas formas claramente se assemelhavam às das cavidades aceleradoras supercondutoras usadas no Large Hadron Collider (LHC). Com uma circunferência de quase 2000 quilômetros, este acelerador de partículas teria sido cerca de 75 vezes maior do que o LHC, e milhões de vezes mais poderoso. No entanto, ainda não se sabe qual tipo de partículas pode ter sido acelerada nessa máquina.

Hieróglifos egípcios antigos, cujo significado era anteriormente um mistério, parecem corroborar essas observações, levando os cientistas a acreditar que as pirâmides poderiam ter servido como antenas gigantes (Imagem: Daniel Dominguez/CERN)

Esta grande descoberta também poderia ajudar a explicar as pirâmides egípcias, um dos mais antigos mistérios da arqueologia. As estruturas fortemente erodidas que se assemelham às pirâmides igualmente aparecem nas imagens na vizinhança imediata de Olympus Mons. Além disso, os antigos hieróglifos egípcios, cujo significado era anteriormente um mistério, parecem corroborar essas observações, levando os cientistas a acreditar que as pirâmides poderiam ter servido como antenas gigantes. As pirâmides na Terra poderiam portanto ter permitido que o acelerador fosse controlado remotamente. “A sala de controle do acelerador estava provavelmente sob as pirâmides”, disse Friedrich Spader, chefe de design técnico do CERN.

Acredita-se que este acelerador de partículas – um verdadeiro “stargate” – tenha servido como portal no sistema solar para uma civilização altamente avançada tecnologicamente com o objetivo de colonização. “O papiro que foi recentemente decifrado indica que o poderoso campo magnético e o movimento das partículas no acelerador eram tais que criariam um portal através do espaço-tempo”, disse Fadela Emmerich, líder da equipe de cientistas. “É um fenômeno completamente novo para o CERN e não podemos esperar para estudá-lo!” Tal tecnologia poderia revolucionar as viagens espaciais e abrir caminho para a exploração intergalática.

O Olympus Mons era até agora considerado o maior vulcão do sistema solar, com os seus mais recentes fluxos de lava estimados em cerca de 2 milhões de anos. Os cientistas acreditam que esta data é bastante precisa, com base nas últimas medições realizadas pela sonda Mars Odyssey da NASA. “Isso significaria que o acelerador de partículas foi usado pela última vez há cerca de 2 milhões de anos”, sugeriu Eilert O’Neil, o geólogo que liderou parte da pesquisa.

A poderosa radiação síncroton emitida pelo acelerador de partículas gerou um calor intenso, o que explica a estrutura vulcânica e a presença de fluxos de lava. “Também suspeitamos há muito tempo que uma grande quantidade de água deve ter existido na superfície de Marte. Podemos apenas supor que esta água foi usada na época para esfriar as máquinas”, revelou Friedrich Spader.

“Estamos provavelmente falando sobre tecnologias esquecidas e uma civilização antiga altamente avançada”, disse Eilert O’Neil. “Talvez até nossos ancestrais distantes.”

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