As doze mentes mais brilhantes da história da astronáutica

Os maiores nomes da astronáutica de todos os tempos.

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Os humanos sempre olharam para o céu e se perguntaram sobre a natureza dos corpos celestes vistos no céu noturno. Com o desenvolvimento de foguetes e os avanços da eletrônica e de outras tecnologias no século XX, tornou-se possível enviar máquinas e animais e, em seguida, pessoas acima da atmosfera da Terra para o espaço sideral. Muito antes da tecnologia tornar essas conquistas possíveis, no entanto, a exploração espacial já havia capturado a mente de muitas pessoas, não apenas pilotos de aeronaves e cientistas, mas também escritores e artistas.

A influência forte que as viagens espaciais sempre exerceram sobre a imaginação pode muito bem explicar por que a exploração do espaço tem sido um tema comum e duradouro na literatura e na arte. Como séculos de ficção especulativa em livros e mais recentemente em filmes deixam claro, “um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade” foi dado pelo espírito humano muitas vezes e de muitas maneiras antes de Neil Armstrong carimbar a primeira pegada da humanidade na Lua.

Desde o surgimento do voo espacial humano, vários engenheiros e astronautas têm contribuído para o avanço da astronáutica. Portanto, é um desafio escolher, quanto mais classificar, essas mentes brilhantes com base em sua proeminência. No entanto, no curso da exploração espacial humana, alguns nomes se destacam mais do que outros. Aqui estão apenas alguns dos astronautas e engenheiros astronáuticos mais famosos e influentes, junto com uma lista de suas realizações.

Konstantin Tsiolkovsky (1857-1935)

Dizem que no espaço ninguém ouve você gritar. Bem, isso certamente era verdade para o pai das viagens espaciais, que desde criança era praticamente surdo. Em razão dessas circunstâncias, ele foi recusado por todas as escolas da região e teve de aprender tudo sozinho. Inspirado em parte pela ficção de Júlio Verne, Tsiolkovsky decidiu dedicar sua mente ao desenvolvimento dos transportes aeroespaciais. Em 1903, ele publicou seu trabalho mais revolucionário, em que não só defendia o uso de foguetes para atingir o espaço como também calculava a velocidade necessária para que ele escapasse da gravidade da Terra e entrasse em órbita e defendia o desenvolvimento de veículos com múltiplos estágios, movidos, preferencialmente, a hidrogênio e oxigênio líquidos. De uma tacada só, ele resumiu os princípios que levariam à conquista do espaço – mais de meio século depois. Foram necessárias décadas para que suas contribuições fossem devidamente apreciadas. Mas elas foram, tornando-se leituras obrigatórias para Wernher von Braun e Sergei Korolev, pais dos dois principais programas espaciais do século XX. Além do princípio dos foguetes, Tsiolkovksy também anteviu muitas das necessidades da exploração espacial, como o desenvolvimento de giroscópios para controlar a “atitude” (orientação que a nave tem no espaço) de veículos, a criação de trajes espaciais para atividades extraveiculares e até mesmo o conceito de um elevador espacial – uma estrutura que ligasse a Terra ao espaço -, inspirado pela construção da Torre Eiffel, em Paris.

Robert Esnault-Pelterie (1881-1957)

Robert Esnault-Pelterie, um dos quatro fundadores da astronáutica ao lado do russo Konstantin Tsiolkovsky, do alemão Hermann Oberth e do americano Robert Goddard, introduziu a palavra astronáutica. Na mente do público no início do século XX, foguetes e exploração espacial pertenciam mais ao reino da ficção científica do que ao campo da pesquisa “séria”. Detalhes técnicos de foguetes e viagens espaciais tinham credibilidade precária. A palavra astronáutica ainda não existia. Esnault-Pelterie apresentou a nova ciência de uma forma consistente e detalhada: discutiu o movimento do foguete no vácuo e no ar; considerou fluxos de gás em bicos convergentes-divergentes; termodinâmica aplicada aos processos de combustão de várias combinações de combustível-oxidante; e apontou as propriedades excepcionais do hidrogênio atômico como propelente. Também delineou possíveis aplicações de foguetes, incluindo estudos da aurora boreal e da alta atmosfera, missões à Lua e aos planetas. Ele sugeriu rodas de reação para controle de atitude de espaçonaves e discutiu os efeitos do voo espacial em humanos. O nome do novo campo da ciência e da engenharia – astronáutica – foi, portanto, firmemente estabelecido e rapidamente aceito. Os cientistas franceses não consideravam mais a palavra astronáutica como uma palavra da literatura de ficção científica: eles a cunharam para o emergente campo da ciência. A palavra astronáutica tornou-se conhecida pelo mundo exatamente no significado pretendido: a arte ou ciência de projetar, construir e operar veículos espaciais.

Robert Goddard (1882-1945)

Com apenas 16 anos, Robert Goddard já era fã de foguetes de festa e fogos de artifício, e havia lido o clássico de ficção científica “Guerra dos Mundos” de H.G. Wells. Louco pela história, ele resolveu colocar em prática sua própria imaginação e desenvolver uma máquina capaz de levar o homem ao espaço. Em 1920, ele escreveu o célebre “Método para atingir grandes altitudes”, no qual descrevia um foguete que poderia chegar à Lua. Em 1926, testou com sucesso o primeiro foguete movido a combustível líquido, uma mistura de gasolina e oxigênio líquido. O voo durou somente 2,5 segundos, e cruzou apenas 56 metros, mas o colocou a frente de outros cientistas, como o alemão Hermann Oberth e o russo Konstantin Tsiolkovsky, que, na mesma época, desenvolviam estudos sobre a possibilidade de foguetes espaciais. Goddard também foi o primeiro a quebrar a velocidade do som com um veículo. Seus inventos chegavam à espantosa marca de 800 quilômetros por hora e quase 2 mil metros. Ao longo de sua carreira, ele patenteou mais de 200 técnicas relacionadas a foguetes e propulsão. Apesar de todos esses avanços, a imprensa debochava do seu delirante desejo de viajar ao espaço e o governo só se interessava no uso militar dos foguetes. Suas descobertas influenciaram os alemães na criação das temíveis armas de vingança de Hitler, as V2, que dilaceraram Londres entre 1944 e 1945. Ele morreu de câncer logo após o fim da Segunda Guerra, quando suas patentes foram usadas finalmente para realizar seu sonho: colocar o homem no espaço.

Hermann Oberth (1894-1989)

Oberth foi provavelmente o pioneiro mais importante da tecnologia espacial. Seus primeiros livros estabeleceram a base científica para uma tecnologia que permitiu a humanidade deixar o planeta Terra. Quase todos os nossos projetos espaciais atuais, desde os primeiros foguetes e satélites até o pouso na Lua, sondas interplanetárias, estações espaciais tripuladas internacionais e balsas espaciais reutilizáveis ​​são antecipados e discutidos nesses livros. Inspirado nos romances de ficção científica de Júlio Verne, Oberth projetou seus primeiros foguetes enquanto ainda era estudante no ginásio local. Vários experimentos médicos que ele conduziu consigo mesmo o convenceram de que os humanos poderiam suportar o estresse físico das viagens espaciais, como falta de peso, forças de aceleração, etc. Em 1929, ele disparou seu primeiro motor de foguete líquido, o “Kegeldüse”. Nessas experiências, ele foi ajudado por alunos da Universidade Técnica de Berlim, entre eles, Wernher von Braun. O projeto do primeiro grande foguete moderno, o “V2”, utilizou 95 invenções e sugestões de Oberth. Como nenhum outro pioneiro do espaço, Oberth percebeu não apenas a dimensão científica dos foguetes, mas também seu poder de unir as pessoas. Suas sugestões para a aplicação da nova tecnologia abrangiam satélites meteorológicos e de comunicação, vigilância geológica, agrícola e geográfica e satélites de exploração do espaço, locais de fabricação industrial na Lua e em estações espaciais em órbita terrestre baixa, bem como a utilização extraterrestre da energia solar com enormes espelhos espaciais que irradiam a energia solar coletada para a terra.

Sergei Korolev (1907-1966)

Em 1911, Konstantin Tsiolkovsky, um dos visionários cientistas que começaram a dar corpo ao sonho da humanidade em se libertar das amarras do planeta, proferiu a profética frase: “A Terra é o berço da humanidade, mas a raça humana não pode ficar no berço para sempre”. Foi esta ideia que inspirou Sergei Korolev, o motor por detrás do programa espacial soviético e um dos grandes pioneiros da conquista do espaço, para realizar o que viria a ser um dos “passos de gigante” da humanidade. Korolev estudou a tecnologia por detrás das bombas-foguete V-2 alemãs, que lhe serviriam de fonte de inspiração para a construção do R-7 em 1957, o primeiro míssil balístico intercontinental do mundo. Em 4 de outubro do mesmo ano, o Sputnik 1 entrou em órbita, seguido um mês depois pelo Sputnik 2 que transportou para o espaço a cadela Laika, o primeiro ser vivo a entrar em órbita terrestre, e por três outras unidades do Sputnik. Entusiasmado e claramente dominador na luta de titãs que caracterizava o programa espacial soviético, Korolev finalizou o desenho do primeiro veículo de lançamento russo: o foguete Soyuz e a nave espacial Soyuz, como parte do Programa Soyuz. Em seguida, iniciou os planos para a construção do gigante dos foguetões com que esperava ganhar a corrida da Lua: o malsucedido N1. Ele viria a falecer com 59 anos, em 1966, no apogeu da sua genialidade, mas os foguetes Soyuz e os satélites Sputnik permanecerão para sempre como a marca indelével do gênio de um homem que ousou sonhar com as estrelas e tornar realidade os seus delírios oníricos.

Wernher von Braun (1912-1977)

Por um lado, Wernher von Braun era um gênio, visionário e um brilhante engenheiro que é justamente creditado como o pai do programa espacial americano. Após a guerra, ele foi um dos primeiros alemães que se mudaram secretamente para os EUA na Operação Paperclip. Ele foi contratado pelo Exército dos EUA para desenvolver seu programa de mísseis balísticos de alcance intermediário e desenvolveu o foguete que lançou o primeiro satélite espacial dos Estados Unidos. Quando a NASA foi criada, ele se juntou a ela como diretor do Marshall Space Flight Center e ficou encarregado de supervisionar os foguetes Saturn V que enviaram a espaçonave do Programa Apollo para a Lua. Por outro lado, o homem era um criminoso de guerra, responsável pela morte de milhares de trabalhadores escravos que pereceram enquanto trabalhavam em seus foguetes em condições atrozes, das quais ele tinha plena consciência. Assim, von Braun apresenta um enigma e um dilema moral. Não é exagero dizer que ele foi o mais importante e influente engenheiro de foguetes da história. Fomos à Lua, em grande parte, graças a ele, e se chegar o dia em que os humanos pisarão em Marte e colonizarão o Planeta Vermelho, será também graças a ele em grande parte. A humanidade deve a von Braun uma enorme dívida por suas contribuições às ciências espaciais. Mas isso o limpa do pecado de ter sido responsável pela morte de dezenas de milhares de trabalhadores escravos, que pereceram enquanto construíam seus preciosos foguetes?

John Glenn (1921-2016)

Em abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin foi o primeiro homem no espaço, e sua espaçonave, Vostok 1, fez uma órbita completa antes de retornar à Terra. Menos de um mês depois, o americano Alan Shepard tornou-se o primeiro americano no espaço quando sua nave Freedom 7 foi lançada em um voo suborbital. O americano “Gus” Grissom fez outro voo suborbital em julho, e em agosto o cosmonauta soviético Gherman Titov passou mais de 25 horas no espaço a bordo do Vostok 2, fazendo 17 órbitas. Como potência tecnológica, os Estados Unidos pareciam estar bem atrás em comparação com seu adversário da Guerra Fria. Se os americanos quisessem dissipar essa noção, eles precisavam de um voo multiorbital antes que outro avanço espacial soviético chegasse. Em 20 de fevereiro de 1962, a NASA e o coronel John Glenn realizaram essa façanha com o voo da Friendship 7, uma espaçonave que orbitou a Terra três vezes em cinco horas. John foi saudado como um herói nacional. Por relutância em arriscar a vida de um astronauta tão popular como Glenn, a NASA basicamente decretou o fim da carreira do astronauta após seu voo histórico. Porém, quase quatro décadas depois de se tornar o primeiro americano a orbitar a Terra, John Glenn foi lançado ao espaço novamente como especialista em carga útil a bordo do ônibus espacial Discovery. Aos 77 anos de idade, ele se tornou o humano mais velho a viajar pelo espaço. Durante a missão de nove dias, ele serviu como parte de um estudo da NASA sobre problemas de saúde associados ao envelhecimento. Glenn morreu em 8 de dezembro de 2016, aos 95 anos.

Alan Shepard (1923-1998)

No meio da Guerra Fria, o lançamento do Sputnik em 1957 abalou a confiança dos Estados Unidos em sua superioridade tecnológica sobre os soviéticos. Este foi o primeiro grande movimento de ambos os lados durante a corrida espacial. Em resposta, o então presidente dos Estados Unidos, Eisenhower, formou a NASA e deu-lhes sinal verde para recrutar seus primeiros astronautas nas fileiras militares. Alan Shepard foi um dos Mercury Seven – os primeiros sete pilotos selecionados pela NASA para ir ao espaço. Ele se formou na Academia Naval dos Estados Unidos como bacharel em ciências. Enquanto estava na Marinha, Shepard tornou-se piloto de caça e serviu a bordo de vários porta-aviões no Mediterrâneo. Em 1959, ele foi selecionado como um dos 110 pilotos de teste militares para ingressar na NASA. Como um dos sete astronautas da Mercury, Shepard foi selecionado para ser o primeiro a voar em 5 de maio de 1961. Conhecida como Freedom 7, essa missão o colocou em voo suborbital ao redor da Terra. Shepard se tornou o primeiro americano a ir ao espaço e o segundo ser humano da história, apenas algumas semanas depois do soviético Yuri Gagarin. Shepard passou a liderar outras missões, incluindo a missão Apollo 14 – que foi a terceira missão a pousar na Lua. Enquanto estava na superfície lunar, ele foi fotografado jogando uma partida de golfe e acertando duas bolas na superfície. Depois de deixar a NASA, ele se tornou um empresário de sucesso. Ele morreu de leucemia em julho de 1998, cinco semanas antes da morte de sua esposa, de 53 anos.

Jim Lovell (1928)

Um pioneiro da exploração espacial, Jim Lovell pilotou a espaçonave Gemini 7 para realizar o primeiro encontro espacial (com a Gemini 8A) e estabeleceu um recorde de resistência precoce para o tempo gasto no espaço. Em 1966, após completar seu primeiro comando com a missão Gemini 12, Lovell passou mais tempo no espaço do que qualquer outra pessoa na história. Essa experiência o tornou a escolha óbvia para a missão pioneira da Apollo 8 com William Anders, onde Lovell pilotou a espaçonave para o lado escuro da Lua. Lovell é provavelmente mais famoso por comandar a malfadada missão Apollo 13 de 1970 e pela segunda frase mais famosa falada no espaço, “Houston, temos um problema”. A cansativa, porém heroica jornada para sobreviver de volta à Terra obrigou Lovell e a tripulação a realizarem reparos improvisados ​​no sistema de remoção de dióxido de carbono, suportarem temperaturas congelantes, sofrerem com a falta de água potável e terem dificuldade para se comunicar com o Controle da Missão de Houston. A liderança, determinação e coragem de Lovell sem dúvida salvaram a vida de sua tripulação e o futuro do programa espacial Apollo. Lovell foi premiado com a Medalha de Honra Espacial do Congresso em 1995 pelo presidente Bill Clinton, em reconhecimento por suas realizações. Lovell nunca caminhou na Lua. Consequentemente, sua reputação como astronauta é erroneamente diminuída. Com o tempo, suas façanhas sem dúvida se tornarão lendas, e a história lembrará Jim Lovell como um dos maiores astronautas de todos os tempos.

Neil Armstrong (1930-2012)

Neil Armstrong é indiscutivelmente o astronauta mais famoso e, de fato, uma das pessoas mais famosas que já existiu. Como comandante da histórica missão Apollo 11, ele será para sempre lembrado como o primeiro homem a andar sobre um corpo diferente da Terra. Um veterano do programa espacial Gemini, Armstrong já era um astronauta altamente talentoso antes da agora lendária Apollo 11 pousar na Lua em 1969. Ele foi o primeiro civil americano no espaço e pilotou o Gemini 8 no primeiro acoplamento espacial; uma manobra que seria vital para o sucesso dos pousos lunares posteriores da Apollo. Em 16 de julho de 1969, Armstrong foi ao espaço a bordo da espaçonave Apollo 11, ao lado de “Buzz” Aldrin e Michael Collins. No dia 20, depois que o módulo lunar se estabeleceu na superfície, ele se tornou a primeira pessoa a andar na Lua. Em 25 de agosto de 2012, ele morreu aos 82 anos após sofrer complicações da cirurgia de revascularização do miocárdio. Em 14 de setembro, seus restos mortais cremados foram espalhados no Oceano Atlântico durante uma cerimônia de sepultamento no mar a bordo do USS Philippine Sea. Seu legado é incomensurável. Além de vários outros prêmios internacionais, ele foi o primeiro astronauta a receber a Medalha de Honra do Congresso do Espaço em 1978. Seu epigrama inesquecível “um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade” ecoará pelo Universo por toda a eternidade.

Yuri Gagarin (1934-1968)

Como o primeiro homem a ir ao espaço, nenhuma lista de astronautas famosos estaria completa sem Yuri Gagarin. Devido ao seu treinamento, tamanho físico (já que a espaçonave era muito apertada) e favorecimento entre seus pares, Gagarin foi selecionado para ser o primeiro cosmonauta humano (a URSSS já havia enviado cães) a viajar para fora do planeta. Em 12 de abril de 1961, Gagarin foi lançado a bordo da espaçonave Vostok 1 do Cosmódromo de Baikonur, consagrando a frase: “A Terra é azul. Como ela é maravilhosa, incrível!”. Sua única missão espacial de pilotar sozinho o Vostok 1 para onde “nenhum homem jamais foi” por um breve momento uniu um mundo dividido em admiração e triunfo. Gagarin se tornou uma celebridade internacional e recebeu uma série de prêmios internacionais por seu heroísmo. O programa espacial dos EUA homenageou Gagarin no pouso da Apollo 11 na Lua, quando os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin deixaram uma bolsa memorial contendo medalhas em homenagem a Gagarin. No 50º aniversário da viagem de Gagarin ao espaço, uma estátua dele foi inaugurada em Londres. Seu nome e memória são homenageados em 12 de abril de cada ano com a Noite de Yuri; uma celebração internacional realizada para comemorar os marcos da exploração espacial. Gagarin morreu durante um exercício de treinamento de rotina em 27 de março de 1968. Os detalhes de sua morte não foram divulgados até junho de 2013, quando um relatório indicou que a morte de Gagarin foi causada pelo erro de outro piloto.

Alexei Leonov (1934-2019)

De 1976 a 1982 o cosmonauta russo Alexei Leonov foi “Cosmonauta Chefe” e vice-diretor do Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin. No entanto, ele é mais lembrado por ser a primeira pessoa a realizar uma caminhada espacial ou, mais formalmente, uma atividade extraveicular (EVA), na missão Voskhod 2 em 1965. Durante este evento histórico, um grave defeito no traje espacial de Leonov quase custou sua vida. Devido a um pequeno defeito, seu traje pressurizado começou a inflar durante sua caminhada no espaço.  A diferença de pressão de seu traje fez com que ele se expandisse a tal ponto que Leonov foi incapaz de entrar novamente na escotilha da espaçonave. Ele superou isso deixando um pouco do ar escapar de seu traje antes de voltar para dentro. Ele perdeu 6 kg de peso devido ao esforço e às condições dentro do traje. Leonov foi aclamado como um herói da União Soviética por sua caminhada no espaço, mas levaria 10 anos até que ele voltasse para o espaço. Ele serviu como comandante da missão Soyuz 19 de 1975, a primeira missão espacial soviética-americana conjunta, chamada Apollo-Soyuz. Seu comportamento amigável e seus esforços para aprender inglês impressionaram os americanos e suavizaram as percepções ocidentais sobre os cosmonautas russos. Leonov morreu no dia 11 de outubro de 2019 em decorrência de insuficiência cardíaca aguda. Ele tinha 85 anos de idade e era o último cosmonauta sobrevivente do Programa Voskhod. Uma pequena cratera na Lua leva seu nome em sua homenagem.

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